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 Netanyahu propõe paralisar durante 10 meses construção nas colônias
25 de novembro de 2009 12h51

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, propôs a seu gabinete que aprove uma iniciativa para suspender durante dez meses a construção e concessão de licenças para edificar nas colônias judaicas da Cisjordânia.

Assim afirmaram à Agência Efe fontes do escritório do primeiro-ministro, que indicaram que Netanyahu apresentou a proposta em reunião especial do Conselho de Ministros realizado hoje em Jerusalém, e após o qual deve haver uma votação.

"O primeiro-ministro apresentou uma proposta para a suspensão de todas as novas construções de casas, assim como da concessão de permissões para novas casas na Cisjordânia, por um período de dez meses", disseram as fontes.

A medida "tem como objetivo fazer avançar o processo de paz" com os palestinos, disseram.

Segundo a imprensa local, Netanyahu poderia anunciar a adoção da moratória em um comparecimento aos meios de comunicação, o que não foi confirmado oficialmente.

O chefe do Governo israelense tinha anunciado há vários dias suas intenções de declarar a paralisação temporária da construção nas colônias judaicas no território cisjordaniano.

Israel começou a construir assentamentos judaicos na Cisjordânia após ocupar esse território na Guerra dos Seis Dias (1967).

Atualmente, moram no local mais de 250 mil israelenses.

Os palestinos exigem que Israel suspenda completamente a edificação nas colônias da Cisjordânia e de Jerusalém Oriental para retomar o processo de diálogo, paralisado desde o início do ano.

A moratória proposta por Netanyahu não inclui Jerusalém Oriental, onde os palestinos querem estabelecer a capital de seu futuro Estado, que é considerada por Israel um assunto diferenciado e fundamental do conflito, a ser tratado nas conversas para o estatuto definitivo de paz.

O primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Salam Fayyad, disse hoje à imprensa que a paralisação nas colônias proposta por seu colega israelense era inaceitável se não incluísse a cidade santa.

EFE
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