Notícias » Mundo » Mundo

 Número de mortos em massacre nas Filipinas aumenta para 52
25 de novembro de 2009 06h30 atualizado às 06h54

Militares tapam seus narizes na descoberta de mais 6 corpos em cova rasa. Foto: Reuters

Militares tapam seus narizes na descoberta de mais 6 corpos em cova rasa
Foto: Reuters

Militares filipinos encontraram mais seis corpos em uma cova rasa nesta quarta-feira, o que aumenta o número de mortos no massacre que aconteceu durante o fim de semana para 52, segundo a agência Reuters. Sob intensa pressão internacional e nacional, as autoridades filipinas disseram nesta quarta que investigam um membro de um poderoso clã, assim como quatro policiais que seriam seus aliados.

Até agora, nenhum suspeito foi formalmente indiciado pelos assassinatos, que provocaram inclusive o repúdio das Nações Unidas e de entidades internacionais de direitos humanos, exigindo que a presidente Gloria Arroyo puna os assassinos. A ONG Human Rights Watch disse que os assassinatos foram provocados pela "certeza de impunidade" que existe no país.

Arroyo, por sua vez, declarou um dia nacional de luto e pediu justiça pelas vítimas. "Foi um ato supremo de desumanidade e uma vergonha para a nossa nação", disse Arroyo.

Os corpos foram encontrados perto de uma grande rodovia da província de Maguindanao, assim como em duas covas rasas próximas. Dois veículos foram enterrados em uma das covas, segundo o comandante da polícia local, Josefino Cataluna.

A principal suspeita é que o crime tenha motivação política, relacionado às eleições de março de 2010. A família do candidato a governador da província, Ismael Mangudadatu, foi assassinada no massacre, assim como 18 jornalistas filipinos que acompanhavam a caravana para se registrar nas eleições locais. Segundo a mídia local, foi o maior número de jornalistas mortos em um único ataque na história mundial.

Mangudadatu recebeu ameaças de morte e por isso, mandou sua esposa e seus parentes no seu lugar. Ele queria desafiar o candidato de um clã rival, Andal Ampuatan, cuja família lidera o governo da província sem oposição desde 2001, com exércitos privados e legiões de guarda-costas.

Redação Terra