Os governos do Brasil e Chile se somaram à iniciativa peruana de desarmamento na América do Sul, com propostas e opiniões sobre o tema, informou nesta quarta o ministro das Relações Exteriores do Peru, José García Belaúnde.
O chanceler peruano confirmou, em entrevista coletiva, que o tema será tratado na reunião que realizará Unasul na sexta-feira em Quito, onde o Peru espera a contribuição dos outros países da região. "Houve uma proposta similar do Brasil e o Chile também fez chegar sua opinião", adiantou García Belaúnde, que destacou que a proposta do presidente peruano, Alan García, "foi bem amparada".
"Está claro que a iniciativa do Peru não desfalece e este incidente dos últimos dias não nos distraiu de nosso compromisso", assegurou, em alusão ao descobrimento de uma rede de espionagem no Peru supostamente financiada pelo Chile.
O chanceler peruano se reuniu com a imprensa para saudar a decisão do presidente do Equador, Rafael Correa, de apoiar a proposta a favor do desarmamento Em carta publicada nesta terça pela Chancelaria peruana, Correa assinala que as propostas de García "são pilares fundamentais para afirmar a América Latina como continente e região de paz".
A proposta contém três pontos principais: a subscrição de um acordo de paz e não agressão entre as nações sul-americanas, a criação de uma força sul-americana de paz e a redução concreta da compra de armas de guerra nos próximos cinco anos. Os ministros peruanos iniciaram há duas semanas uma série de visitas aos países da região para explicar a proposta de García de reduzir em 15% as despesas em armamento para destiná-los ao desenvolvimento social.



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