"Me reuni hoje com representantes da UE e de seus 27 países membros em Ramallah e pedimos que apóiem nosso requerimento perante o Conselho de Segurança da ONU, com o objetivo de reconhecer o Estado palestino independente, com Jerusalém como capital", declarou o negociador palestino Saeb Erakat.
"Passamos do nível de discussão com a UE sobre nosso pedido ao Conselho de Segurança para um nível de cooperação e coordenação", indicou Erakat.
Depois de 11 meses de bloqueio do processo de paz, os palestinos anunciaram domingo, numa tentativa de sair do impasse, a intenção de pedir ao Conselho de Segurança da ONU que reconheça sua independência, com base nas fronteiras de 1967.
Os Estados Unidos reagiram hoje à decisão palestina reafirmando que o futuro Estado deve nascer da negociação entre Israel e os palestinos.
"Apoiamos a criação de um Estado palestino, e a melhor maneira de alcançar este objetivo é a negociação entre as duas partes", declarou o porta-voz do departamento de Estado Ian Kelly.
A Autoridade Palestina não entrou em contato com os Estados Unidos nem solicitou o "aval" de Washington antes de tomar esta iniciativa, destacou Kelly.
O pedido foi recebido com hostilidade no domingo pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que reagiu advertindo que "qualquer ação unilateral dos palestinos terá como consequência ações unilaterais de Israel".
O ministro israelense da Infra-estrutura, Uzi Landau, disse que diante de uma iniciativa unilateral dos palestinos Israel deverá responder anexando as zonas da Cisjordânia que controla militar e administrativamente, entre elas as regiões onde estão os grandes blocos de colônias judaicas.
As negociações de paz entre israelenses e palestinos estão suspensas desde o final de 2008. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, exige que Israel congele a colonização na Cisjordânia antes da retomada das conversações.
O presidente israelense, Shimon Peres, que está em Buenos Aires, declarou hoje que seu país "respeita muito" o presidente Mahmud Abbas e deseja "chegar a um acordo" de paz com seu governo.
"Respeitamos muito ele e queremos chegar a um acordo", disse Peres durante uma entrevista coletiva ao lado da presidente argentina, Cristina Kirchner.
Peres pediu a sua colega que aproveite a visita de Abbas à Argentina, prevista para a próxima segunda-feira, para "contribuir (à paz) de forma construtiva".
Na quarta-feira passada, Abbas criticou a paralisia do processo de paz e exigiu a interrupção total da colonização israelense nos territórios palestinos como pré-condição para qualquer retomada das negociações com Israel.
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