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 Palestinos abrem campanha para reconhecimento de seu Estado
16 de novembro de 2009 18h28

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RAMALLAH, Cisjordania, 16 Nov 2009 (AFP) - A Autoridade Palestina apresentou nesta segunda-feira um pedido oficial à União Europeia (UE) para que o bloco apóie sua solicitação ao Conselho de Segurança da ONU de reconhecimento de um Estado palestino independente.

"Me reuni hoje com representantes da UE e de seus 27 países membros em Ramallah e pedimos que apóiem nosso requerimento perante o Conselho de Segurança da ONU, com o objetivo de reconhecer o Estado palestino independente, com Jerusalém como capital", declarou o negociador palestino Saeb Erakat.

"Passamos do nível de discussão com a UE sobre nosso pedido ao Conselho de Segurança para um nível de cooperação e coordenação", indicou Erakat.

Depois de 11 meses de bloqueio do processo de paz, os palestinos anunciaram domingo, numa tentativa de sair do impasse, a intenção de pedir ao Conselho de Segurança da ONU que reconheça sua independência, com base nas fronteiras de 1967.

Os Estados Unidos reagiram hoje à decisão palestina reafirmando que o futuro Estado deve nascer da negociação entre Israel e os palestinos.

"Apoiamos a criação de um Estado palestino, e a melhor maneira de alcançar este objetivo é a negociação entre as duas partes", declarou o porta-voz do departamento de Estado Ian Kelly.

A Autoridade Palestina não entrou em contato com os Estados Unidos nem solicitou o "aval" de Washington antes de tomar esta iniciativa, destacou Kelly.

O pedido foi recebido com hostilidade no domingo pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que reagiu advertindo que "qualquer ação unilateral dos palestinos terá como consequência ações unilaterais de Israel".

O ministro israelense da Infra-estrutura, Uzi Landau, disse que diante de uma iniciativa unilateral dos palestinos Israel deverá responder anexando as zonas da Cisjordânia que controla militar e administrativamente, entre elas as regiões onde estão os grandes blocos de colônias judaicas.

As negociações de paz entre israelenses e palestinos estão suspensas desde o final de 2008. O presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, exige que Israel congele a colonização na Cisjordânia antes da retomada das conversações.

O presidente israelense, Shimon Peres, que está em Buenos Aires, declarou hoje que seu país "respeita muito" o presidente Mahmud Abbas e deseja "chegar a um acordo" de paz com seu governo.

"Respeitamos muito ele e queremos chegar a um acordo", disse Peres durante uma entrevista coletiva ao lado da presidente argentina, Cristina Kirchner.

Peres pediu a sua colega que aproveite a visita de Abbas à Argentina, prevista para a próxima segunda-feira, para "contribuir (à paz) de forma construtiva".

Na quarta-feira passada, Abbas criticou a paralisia do processo de paz e exigiu a interrupção total da colonização israelense nos territórios palestinos como pré-condição para qualquer retomada das negociações com Israel.

lt/yw/ap/LR

AFP
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