Os Estados Unidos e o Japão pediram nesta sexta, em uma declaração conjunta, que a Coreia do Norte retorne às negociações multilaterais sobre o seu programa nuclear.
O apelo foi divulgado enquanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro japonês, Yukio Hatoyama, se reuniam para tratar de assuntos como o conflito no Afeganistão, o futuro da base militar dos EUA em Okinawa e a luta contra proliferação de armas nucleares.
Segundo a declaração, o programa nuclear norte-coreano representa "uma grave ameaça contra a paz e a estabilidade" para o nordeste asiático e a comunidade internacional.
As conversas de seis lados, das quais participam as duas Coreias, Japão, China, EUA e Rússia, devem ser a instância para a resolução da polêmica em torno do programa nuclear norte-coreano e, por isso, "pedem a Coreia do Norte para que volte de forma imediata e incondicional a essas negociações".
A declaração também contém uma menção ao programa nuclear iraniano, sobre o qual afirma que a descoberta de uma usina clandestina na cidade de Qom "reforçou as preocupações internacionais".
O texto destaca que Japão e EUA "não permitirão que o regime internacional de não-proliferação fique em perigo".
De acordo com o documento, o Japão organizará em janeiro uma conferência asiática contra a não-proliferação, anterior à cúpula prevista para meados de 2010 em Washington.
EUA e Japão "dão boas-vindas à renovada atenção internacional e ao compromisso de conseguir a paz e a segurança de um mundo sem armas nucleares, e confirmam sua determinação de conseguir um mundo assim", diz a declaração.

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