"Tivemos contatos informais com as autoridades colombianas e fica claro que estão preocupadas com a situação", afirmou hoje, na saída de uma reunião, o embaixador da Áustria na ONU, Thomas Mayr-Harting, que preside o Conselho de Segurança durante o mês de novembro.
O diplomata europeu disse assumir que Bogotá "vai querer oferecer mais informação ao Conselho sobre esta situação e, se fizerem isso, obviamente a faremos circular".
Chávez subiu no domingo passado o tom na crise que mantém com a Colômbia, ao chamar os venezuelanos, em seu programa "Alô Presidente", a "se preparar para a guerra" diante de uma eventual agressão que, segundo ele, os Estados Unidos poderiam organizar contra a Venezuela através do uso de bases militares na Colômbia.
Em seguida, o Governo colombiano anunciou, em comunicado, que levaria as "ameaças de guerra" feitas pelo presidente venezuelano ao Conselho de Segurança da ONU e à Organização dos Estados Americanos (OEA).
A Colômbia "não fez nem fará um só gesto de guerra à comunidade internacional, menos ainda a países irmãos", afirmou a Presidência desse país, ao reiterar "sua disposição ao diálogo franco" para resolver a crise com a Venezuela.
As relações entre Colômbia e Venezuela passam por outro período de tensão devido ao convênio militar entre Bogotá e Washington que prevê o uso de até sete bases colombianas pelas forças dos EUA, e que Chávez considera uma "ameaça" à segurança regional.
Além disso, os incidentes e fechamentos em várias passagens fronteiriças foram constantes nas últimas semanas, junto às acusações de Caracas sobre uma suposta espionagem do Governo colombiano na Venezuela, Equador e Cuba.

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