O novo governo libanês, liderado pelo primeiro-ministro Saad Hariri, realizou nesta terça sua primeira reunião e fez a primeira foto oficial, marcada pela ausência do ministro de Assuntos Sociais, Salim al-Sayegh.
Segundo a imprensa libanesa, durante sua primeira reunião, que contou também com a presença do presidente Michel Suleiman, foi discutida a formação de um comitê ministerial encarregado de redigir a declaração que pedirá à Câmara seu voto de confiança.
Ao final do encontro, o ministro da Informação, Tarek Mitri, disse que Suleiman pediu aos ministros "solidariedade a respeito das decisões governamentais" e trabalhar em equipe.
"O gabinete é uma combinação de todos os elementos de nossa sociedade. Não se deve desperdiçar o tempo. Temos que aproveitar para construir com base no que fizeram nossos antecessores", disse Suleiman.
Antes da reunião, o Executivo fez a primeira foto oficial, marcada pela ausência de Sayegh, do grupo cristão Kataeb, insatisfeito com sua representação no Gabinete, já que pretendia ocupar a pasta de Educação, em vez da de Assuntos Sociais.
Outra comunidade, a greco-católica, também protestou pela pouca representatividade no Executivo, mas seu representante, Michel Faraon, ministro de Estado para Assuntos Parlamentares, participou hoje das atividades do Governo.
O Governo foi formado quase cinco meses depois das eleições parlamentares, realizadas em 7 de junho, devido a desavenças entre os grupos políticos.
O atual gabinete é formado por 30 membros: 15 da maioria, dez da oposição e cinco nomeados pelo presidente.
Analistas consultados pela Agência Efe não se mostraram muito otimistas a respeito do novo Governo.
O sociólogo, professor e escritor Ahmad Beydoun disse que "o atual Executivo reflete a situação que prevalece no país e, conforme os problemas que surgirem, haverá confronto ou acordos mútuos".




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