Erekat, que também é negociador-chefe da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), afirmou, em nota à imprensa, que Abbas pode renunciar antes mesmo das eleições gerais palestinas, marcadas para 24 de janeiro.
Na quinta-feira passada, o presidente da ANP declarou que não concorreria à reeleição, embora especialistas digam que o pleito sequer ocorrerá, já que o Hamas disse que impedirá a votação na Faixa de Gaza.
"Se Abbas renunciar, segundo a Constituição, o porta-voz do Parlamento, Aziz Dweik (membro do Hamas), será o presidente interino durante 60 dias. Então, Israel terá que se ver com eles", disse Erekat.
O negociador acrescentou que os poderes políticos, as facções palestinas, a sociedade civil e o Fatah ainda não decidiram nenhuma alternativa para a substituição do presidente da ANP.
"Não vamos buscar uma alternativa para substituir o presidente Abbas nem agora nem no futuro, porque ele simplesmente representa os princípios e o projeto nacional pelos quais os palestinos lutaram nas últimas décadas", afirmou Erekat.
Abbas atribuiu sua decisão de não disputar um segundo mandato à intransigência do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que se nega a frear o crescimento das colônias judaicas nos territórios palestinos.




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