Os três cidadãos americanos acusados de espionagem após a detenção no fim de julho na fronteira Irã-Iraque estão presos no momento apenas por "entrada ilegal" no país, anunciou o ministro iraniano das Relações Exteriores, Manuchehr Mottaki.
"A entrada ilegal emn território iraniano é delito estabelecido, e todo o resto está na fase de acusação. A justiça examina o caso", declarou Mottaki, sem mencionar as acusações de espionagem por parte da justiça do Irã.
Na segunda-feira, o procurador-geral de Teerã, Abbas Jafari Dolatabadi, afirmou que "a acusação que pesa sobre os três americanos detidos na fronteira entre Irã e Iraque é a de espionagem".
Após o anúncio, o governo do presidente Barack Obama reagiu imediatamente.
"Os três detidos são jovens inocentes, que deveriam ser liberados pelo governo iraniano. A libertação deveria ser acelerada", afirmou o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, declarou em Berlim que o Irã não tem provas para acusar os três americanos de espionagem.
Shane Bauer, 27 anos, Sarah Shourd, 31, e Josh Fattal, 27, desapareceram em 31 de julho durante uma excursão em uma região montanhosa do Curdistão iraquiano, onde a fronteira entre Irã e Iraque não está claramente delimitada.
Como não existem relações diplomáticas entre Teerã e Washington, a Suíça é responsável por representar os interesses americanos no Irã.

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