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 Hariri forma governo e encerra longas negociações no Líbano
09 de novembro de 2009 18h17 atualizado às 18h31

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Após quase cinco meses de árduas negociações, Saad Hariri conseguiu nesta segunda-feira formar um governo de união nacional no Líbano, com representantes de todos os grupos políticos.

O Governo de Hariri, filho e sucessor político do ex-primeiro-ministro assassinado Rafik Hariri, é formado por 30 membros: 15 da maioria, dez da oposição e cinco designados pelo presidente do Líbano, Michel Suleiman.

Uma vez anunciada sua nomeação oficial por decreto, Hariri prometeu "abrir uma nova página" no país. "Esperamos que seja a (era) do acordo e da cooperação", afirmou o novo chefe de Governo, que substitui Fouad Siniora.

"Quero que o Gabinete sirva ao interesse do Líbano, faça frente aos problemas econômicos, lance reformas, ponha limite à corrupção e aplique em sua integridade o acordo de Taif", assinalou o novo primeiro-ministro.

O dito acordo, assinado na cidade saudita de Taif em 1989, pôs fim a uma década e meia de guerra civil no país (1975-1990).

Foram necessárias intensas negociações de última hora para que Hariri conseguisse formar o Gabinete.

Segundo a Constituição, o primeiro-ministro, de acordo com o presidente, forma um Gabinete que deverá estar integrado em partes iguais por cristãos e muçulmanos.

O apoio do deputado Michel Aun, aliado do grupo xiita Hisbolá, era primordial para formar Governo, já que ele exigia cinco das dez pastas destinadas à oposição. As demais foram divididas entre o também xiita Amal e o próprio Hisbolá.

O partido de Hariri, Futuro, ocupa os ministérios de Educação, Informação, Fazenda e Meio Ambiente, além de duas pastas de Estado.

O presidente Suleiman mantém duas pastas, as de Defesa e Interior, e outros três ministérios de Estado.

Espera-se que na terça-feira os ministros se dirijam ao palácio presidencial para tirar a foto oficial.

Depois se prevê a primeira reunião para designar um comitê que deverá redigir a declaração através da qual obterão a ratificação do Parlamento.

EFE
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