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 Milhares de palestinos da Cisjordânia e Gaza peregrinam à Meca
09 de novembro de 2009 16h26 atualizado às 16h48

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Cerca de 4 mil palestinos da Cisjordânia e de Gaza viajam nestes dias em peregrinação à Meca para participar da festividade do "Eid al-Adha" (Festa do Sacrifício), informaram fontes oficiais em ambos territórios.

Pelo menos 2,7 mil moradores de Gaza conseguiram sair da faixa a partir de sexta-feira passada para integrar a peregrinação de três semanas à Arábia Saudita, viagem que não puderam fazer nos últimos dois anos por causa da divisão política palestina.

O enfrentamento político entre Hamas, que tomou à força o poder em Gaza em junho de 2006, e a Autoridade Nacional Palestina (ANP), dominada pelo seu rival Fatah e que governa a Cisjordânia, impediram a saída de peregrinos a partir da faixa no ano passado.

Neste ano, no entanto, os ministérios de Assuntos Religiosos de ambos os territórios palestinos fizeram um acordo para que os fiéis possam fazer a peregrinação, obrigatória uma vez na vida para todo muçulmano sadio e com condições econômicas.

Israel aliviou levemente o bloqueio imposto na faixa, permitido a entrada de 5 mil cabeças de gado por causa da festividade muçulmana, disseram fontes oficiais israelenses e palestinas.

"Autorizamos a entrada de 5 mil cabeças de gado e estudamos deixar entrar outros produtos por causa das comemorações. Esperamos um sinal verde do Ministério da Defesa para os próximos dias", declarou à Agência Efe Gay Inbar, porta-voz de Coordenação das Atividades do Governo israelense nos territórios palestinos.

Além disso, moradores de Gaza afirmam que nos últimos dias puderam comprar produtos básicos como açúcar, chá, café, chocolates e alguns congelados, que não faziam parte dos alimentos básicos autorizados por Israel.

As autoridades israelenses autorizavam a entrada de 40 produtos básicos à faixa controlada pelo Hamas.

Na festividade muçulmana, que será realizada em 28 de novembro, os muçulmanos costumam degolar um carneiro, um touro, um boi e um camelo lembrando o sacrifício de Abraão, quem, segundo a tradição maometana, quando estava disposto a matar o seu filho Ismael por ordem divina, ordenou que em seu lugar sacrificasse um carneiro.

EFE
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