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 Hillary diz que não há provas para processar americanos no Irã
09 de novembro de 2009 15h09 atualizado às 15h25

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A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta segunda-feira em Berlim que "não há provas que fundamentem processar" três turistas americanos detidos no Irã há três meses.

Hillary, que fez as declarações momentos antes de o Poder Judiciário iraniano anunciar formalmente à acusação, pediu às autoridades iranianas que atuem guiadas pela "compaixão".

Foi dessa forma que a chefe da diplomacia americana referiu-se aos três turistas americanos detidos quando aparentemente faziam trekking na fronteira com o Curdistão iraquiano, e aos que o Poder Judiciário do Irã acusou de espionagem.

Hillary e o ministro alemão de Assuntos Exteriores, Guido Westerwelle, consideraram que a comunidade internacional aposta na via diplomática e no respeito ao programa nuclear iraniano.

"Seguimos apostando em uma solução diplomática. Em breve vamos pensar em outras medidas", disse hoje Hillary em Berlim, onde assiste às celebrações do 20º aniversário da queda do Muro.

Hillary insistiu em que o Grupo 5+1 (formado pelos membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU mais Alemanha) ainda não recebeu "uma resposta oficial" do Irã à proposta de enriquecer o urânio iraniano fora de seu território e que por isso seria "prematuro" pensar nos próximos passos.

"Queremos o diálogo e uma solução pacífica, um diálogo e uma cooperação com o Irã", complementou Westerwelle.

Ambos concordaram sobre a necessidade de seguir uma dupla estratégia com relação ao Irã: oferecer a cooperação em caso que Teerã aceite a oferta do grupo, e manter a ameaça de sanções no caso de não aceitar.

"Se o Irã rejeitar a oferta serão tomadas às medidas necessárias.

Queremos aproveitar o tempo intermédio para manter a pressão desde o Grupo 5+1", insistiu Clinton.

EFE
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