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 Merkel defende dar competências a órgãos para derrubar muros
09 de novembro de 2009 11h51 atualizado às 12h21

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A chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu hoje, em uma conferência científica, que a "derrubada dos muros" que ainda restam no século XXI depende da disponibilidade dos Estados de transferir competências aos órgãos internacionais "custe o que custar".

Em um congresso centrado nos novos desafios mundiais, organizado pela Fundação Einstein de Berlim, a chanceler disse que a queda do Muro de Berlim, há exatamente 20 anos, mudou a polarização política mundial e abriu as portas para o sistema multipolar atualmente vigente.

"Só com uma ordem global e com cooperação multilateral é possível uma convivência pacífica", disse Merkel, pedindo que os Governos dos países industrializados colaborem "cada vez mais" com as nações emergentes.

Assim, referiu-se ao papel destacado da União Europeia (UE) ou de outros organismos globais, como a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Para Merkel, a próxima cúpula sobre a mudança climática, prevista para dezembro, em Copenhague, mostrará se os governos de todo o mundo conseguirão chegar a um acordo para definir um pacto de redução de emissões de dióxido de carbono (CO2) que substitua o Protocolo de Kioto.

Por ocasião do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, a chanceler afirmou que o principal ensinamento que se pode tirar da "revolução pacífica" dos cidadãos germânico-orientais é "o quanto uma só pessoa pode oferecer" na luta pela liberdade.

Merkel disse que o dia 9 de novembro de 1989 é "cheio de simbolismo" para a Alemanha, mas também para a Europa e o resto do mundo, já que representou "a culminação de um sonho" e o fim da Guerra Fria.

Diante dos presentes no congresso científico, entre eles delegados de universidades europeias, a chanceler elogiou o esforço dos cidadãos germânico-orientais que, segundo ela, "tornaram possível o impossível".

A chanceler alemã citou o conflito do Oriente Médio e o terrorismo como alguns dos principais "desafios de nosso tempo" e defendeu a "tolerância" como fórmula para "encontrar um caminho comum e de futuro".

EFE
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