muro de berlim coreia do sul 619 LAND GAL
09 de novembro de 2009
Foto: Reuters
Enquanto a Alemanha unificada celebra nesta segunda-feira os 20 anos da queda do Muro de Berlim, cerca de 1 milhão de soldados continuam cara a cara na última grande fronteira da Guerra Fria - a Zona Desmilitarizada que divide as duas Coreias.
Essa terra de ninguém, com 4 km de largura e 245 km de extensão, foi estabelecida sob o cessar-fogo que paralisou a Guerra da Coreia (1950-53). Ela é composta de cercas de arame farpado, campos minados e um dos maiores arsenais do planeta.
O aniversário da queda do Muro intensificou na Coreia do Sul um anseio pela reunificação da península, mas também preocupações sobre os eventuais custos desse processo.
"A disparidade econômica entre as duas Coreias é bem maior do que a das duas Alemanhas antes da reunificação," disse editorial do jornal Dong-A Ilbo. A isolada parte comunista teve em 2008 um PIB anual de apenas 17 bilhões de dólares, o que equivale a apenas 2% da economia do Sul.
Algumas estimativas apontam um custo de até US$ 1 trilhão para que o Sul absorva a Coreia do Norte, único cenário plausível para a reunificação. Uma entidade estatal de pesquisas disse que isso geraria uma elevação de impostos para os sul-coreanos da ordem de 2 pontos percentuais por ano durante 60 anos.
Além disso, há décadas praticamente não há contatos entre as duas Coreias - nem mesmo por telefone ou correio. Durante cerca de 20 anos após a guerra, os dois governos não tiveram nem uma só reunião. Já os alemães orientais podiam assistir à TV alemã ocidental, e os dois países tinham um intercâmbio de pessoas bem mais intenso.
Uma recente pesquisa mostrou que mais de 60% dos sul-coreanos desejam a unificação, mas, por causa dos custos, preferem que ela demore um pouco mais. Para 70% dos entrevistados, o Norte deve ser visto como uma ameaça, e poucos acham que o regime norte-coreano abrirá mão em breve do uso de armas nucleares.

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