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 Massacre em Fort Hood teve apenas um atirador, diz Exército
08 de novembro de 2009 18h25 atualizado às 18h36

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Investigadores militares concluíram que havia apenas um homem armado envolvido no massacre em Fort Hood que deixou 13 pessoas mortas e outras dezenas feridas. O envolvimento do atirador com um grupo terrorista foi descartado neste domingo.

O porta-voz, Chris Grey, ao relatar os fatos a repórteres, também disse que o suspeito dos disparos, major Nidal Malik Hasan, 39 anos, psicoterapeuta do Exército, passou a respirar sem o auxílio de aparelhos no sábado, mas continua na unidade de tratamento intensivo do Centro Médico Brooke do Exército, em San Antonio, Texas.

Hasan levou quatro tiros de um policial após supostamente abrir fogo dentro do Centro de Processamento de Prontidão de Soldados na quinta-feira.

O irmão de Hasan, Eyad, enviou um comunicado à imprensa no sábado, prestando condolências aos feridos e aos familiares dos mortos no ataque e dando apoio moral a Hasan.

"Nossos pensamentos e orações estão com todas as famílias que perderam seus entes queridos e com todos aqueles afetados pelos eventos horríveis que ocorreram em Fort Hood", dizia a nota. "Estamos em estado de choque e descrença a respeito dessas notícias terríveis", afirmou.

"Tinha meu irmão Nidal como uma pessoal pacífica, carinhosa e misericordiosa, que mostrava grande interesse no campo médico e em ajudar os outros", dizia o comunicado. "Ele nunca cometeu um ato de violência e sempre foi conhecido como um cidadão bom e cumpridor da lei."

Eyad Hasan, como seu irmão, nasceu nos Estados Unidos de uma família de pais palestinos que já morreram. Hasan, que vive na Virgínia, disse na nota que a família tem "fé em nosso sistema legal e que meu irmão será tratado de forma justa".

"Esperamos que as autoridades relevantes nos forneçam informações sobre as condições de meu irmão e que ele tenha direito a um advogado no momento em que recuperar a consciência", concluía a nota.

Grey, porta-voz da Divisão de Investigação Criminal do Exército, disse que os investigadores ainda não puderam conversar com Hasan por causa de sua condição médica.

"Não determinamos um motivo para os disparos até agora", disse durante encontro com jornalistas em Fort Hood na noite de sábado. Ele não respondeu a perguntas dos repórteres.

Entrevistas com outros servidores federais consultados no inquérito mostram que a conclusão temporária é de que o ataque não fez parte de uma conspiração terrorista. Ao invés disso, os entrevistados afirmam que Hasan, que é muçulmano, pode ter entrado em colapso por pressões emocionais, ideológicas e religiosas.

No sábado, agentes do FBI foram de porta em porta na comunidade predominantemente muçulmana perto da mesquita frequentada por Hasan, perguntando aos residentes se o conheciam e quais tipos de interações tinham com ele.

O major seria enviado ao Afeganistão com outros profissionais especializados em saúde mental.

A Casa Branca anunciou no sábado que o presidente Barack Obama e a primeira-dama viajariam na terça-feira a Fort Hood para um funeral. Mais tarde, o Pentágono informou que o secretário de Defesa, Robert M. Gates, também estaria presente.

No sábado, Obama, que fez da tentativa de reparar as relações entre Estados Unidos e muçulmanos ao redor do mundo, um dos objetivos de sua presidência, usou seu pronunciamento semanal no rádio e na internet para celebrar a diversidade das forças armadas.

"Eles são americanos de toda raça, fé e posição", disse Obama. "São cristãos e muçulmanos, judeus e hindus e ateus. Eles refletem a diversidade que constitui a América."

O presidente também ordenou que as bandeiras de prédios governamentais ficassem a meio mastro até o Dia dos Veteranos, na quarta-feira.

Grey disse que a Divisão de Investigação Criminal lidera as investigações, mas que 200 autoridades policiais estavam envolvidas, como agentes do FBI e do Birô de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos e investigadores locais e do Estado do Texas.

Pelo menos 10 pessoas feridas durante o tiroteio da quinta-feira receberam alta dos hospitais da região no sábado. Porém, Grey disse que 17 vítimas continuam hospitalizadas, 10 delas em unidades de tratamento intensivo.

Enquanto isso, o Exército anunciou no sábado os nomes de todos os 13 mortos. A lista inclui cinco profissionais de saúde mental ¿ tenente-coronel Juanita Warman, 55 anos, médica-assistente que cresceu em Pittsburgh e integrava a unidade de Reserva médica; major L. Eduardo Caraveo, 52 anos, de Woodbridge, Virgínia, que era psicólogo clínico licenciado e parte do 467° Destacamento de Controle de Estresse de Combate de Madison, Wisconsin; capitão Russell Seager, 51 anos, de Racine, Wisconsin, enfermeiro do 467°; sargento Amy Krueger, 29 anos, de Kiel, Wisconsin, outro membro do 467°, que se alistou no Exército logo depois dos ataques de 11 de setembro de 2001; e capitão John Gaffaney, 56 anos, da área de Serra Mesa de San Diego, que trabalhava com adultos portadores de deficiências mentais e integrava a unidade de Reserva de estresse de combate.

O Exército identificou os outros assassinados como: Michael G. Cahill, 62 anos, guarda nacional aposentado; especialista Frederick Greene, 29 anos, de Mountain City, Tennessee; segundo sargento Justin M. DeCrow, 32 anos, de Evans, Geórgia; especialista Jason D. Hunt, 22 anos, de Frederick, Oklahoma; soldado de primeira classe Michael Pearson, 21 anos, da cidade de Bolingbrook, no subúrbio de Chicago, Illinois; soldado de primeira classe Aaron T. Nemelka, 19 anos, de West Jordan, Utah; soldado Francheska Velez, 21 anos, de Chicago; e soldado Kham Xiong, 23 anos, de St. Paul, Minneapolis.

The New York Times
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