Agitando bandeiras, partidários de Abbas encheram as ruas da cidade para cumprimentar o presidente enquanto ele fazia uma rara viagem por áreas da Cisjordânia ocupada, parte dos territórios onde os palestinos querem fixar seu Estado.
"Mahmoud Abbas, não deixe o cargo! Você é o pilar de sustentação", cantou a multidão.
As cenas foram transmitidas ao vivo pela televisão oficial palestina, que veicula programas em favor de Abbas desde a declaração dele na quinta-feira de que não quer concorrer nas eleições marcadas para 24 de janeiro.
Muitos analistas acreditam que o anúncio pode ser uma tática para estimular os Estados Unidos a colocarem mais pressão para Israel parar de construir assentamentos na Cisjordânia.
O negociador-chefe palestino, Saeb Erekat, no entanto, reiterou no domingo que o anúncio de Abbas não é uma tática.
Abbas construiu sua carreira política fazendo negociações de paz com Israel. Ele mostrou desapontamento em seu discurso na quinta-feira sobre o que descreveu como "favorecimento" dos EUA a Israel nos argumentos sobre um reinício das tratativas.
A Organização pela Libertação da Palestina, também presidida por Abbas, rejeitou seu anúncio e cobrou dele que siga no cargo.
Abbas, de 74 anos, substitui o falecido Yasser Arafat como presidente há cinco anos. Sua convocação de eleições presidenciais e legislativas foi rejeitada pelo grupo islâmico Hamas, que tomou o controle da Faixa de Gaza em 2007 e contesta sua legitimidade.
Por conta da decisão do Hamas de proibir as eleições na Faixa de Gaza, muitos analistas duvidam que o pleito será realizado. Se acontecer, faltará legitimidade à decisão, dizem eles.

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