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 Ameaça de Abbas ofusca viagem de premiê de Israel aos EUA
08 de novembro de 2009 12h21 atualizado às 14h34

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, viajou para Washington neste domingo no momento em que o esforço norte-americano pela paz no Oriente Médio corre risco devido à ameaça do presidente palestino, Mahmoud Abbas, de deixar o cargo.

Embora a potencial saída de Abbas signifique a perda de um importante parceiro nas negociações de paz no Oriente Médio, o presidente norte-americano, Barack Obama, não disse se terá conversas com Netanyahu enquanto ele estiver em Washington.

Porta-vozes de Netanyahu afirmaram que a principal razão para sua viagem de quatro dias, que inclui uma parada em Paris para uma reunião com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, é um discurso na segunda-feira em um fórum para líderes judeus da América do Norte em Washington.

Há esforços para um encontro com Obama, embora a Casa Branca ainda não confirme a reunião. Comentaristas israelenses dizem que se não houver um convite do governo dos EUA haverá uma situação embaraçosa para Israel criada por seu maior aliado.

Assessor de Netanyahu, Nir Hefetz rejeitou qualquer sugestão de frieza nas relações com Washington devido aos obstáculos no caminho de Obama, cujo objetivo é reiniciar as negociações de paz congeladas desde a guerra na Faixa de Gaza.

"Leva tempo para construir relações pessoais e acredito que estamos no caminho de fazer isso", disse Hefetz à Israel Radio.

Netanyahu se recusou a comentar sobre o anúncio de Abbas de que não vai concorrer nas eleições marcadas para 24 de Janeiro - um movimento que pode manter as negociações inertes por meses.

Moderado e apoiado pelo Ocidente, Abbas acusou Washington de recuar na sua exigência de um congelamento nos assentamentos judeus na Cisjordânia, ocupada antes do prosseguimento das negociações de paz.

Autoridades israelenses dizem que Netanyahu evitará interferir na política palestina. Mas comentaristas dizem que a direita de Israel pode estar ignorando a ameaça de Abbas deliberadamente por considerá-la apenas uma outra tentativa de pressionar Israel a parar de construir assentamentos.

Netanyahu insiste que precisa acomodar as necessidades de famílias em crescimento nos enclaves israelenses na Cisjordânia, mas diz que Israel evitará construir mais assentamentos.

Reuters
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