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 Pedaços do Muro de Berlim são conservados em países
08 de novembro de 2009 10h05 atualizado às 10h54

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Às vésperas do 20º aniversário da queda do Muro de Berlim, cerca de 40 países de todos os continentes têm hoje em dia, pelo menos, um pedaço da conhecida "faixa da morte", que dividiu a Europa durante 28 anos.

A barreira de concreto, que levou a morte cerca de 200 pessoas, foi erguida pelas tropas da antiga República Democrática Alemã em agosto de 1961, para cercar Berlim Ocidental e frear o êxodo dos cidadãos da parte oriental à região próspera.

Com 155 quilômetros de comprimento - 43 deles contíguos com o Leste - e 3,66 metros de altura e reforçadas medidas de segurança, alarmes de detecção de contato com o solo, cercas elétricas e mais de 300 torres de vigilância.

Ao cair, em 9 de novembro de 1989, o muro se transformou em um símbolo do fim da Guerra Fria.

Após a derrubada oficial e o trabalho de pássaro carpinteiro exercido por turistas inclementes - desejosos de levar para casa um "souvenir" do monumento -, quase não restaram uma dezena de fragmentos do paredão na capital alemã, que ainda servem para lembrar as vítimas.

Junto ao Portão de Brandeburgo, na antiga passagem fronteiriça do Checkpoint Charlie, no complexo que se conhece como Parlamento das Árvores, ao lado do monumento comemorativo de Günter-Litfin, na rua Bernauer Strasse, e o pedaço mais longo que fica ao pé, na famosa "East Side Gallery".

O livro "Die Berliner Mauer in der Welt" ("O Muro de Berlim no Mundo, em livre tradução") escrito por Ronny Heidenreich e Anna Kaminsky e editado recentemente pela Fundação Federal "Bundesstiftung Aufarbeitung" aponta que existem restos do Muro em cerca de 40 nações.

Da Guatemala aos Estados Unidos, passando pelo Japão, os lugares menos improváveis do planeta preservam parte da memória alemã e compraram um fragmento do símbolo, apesar do alto custo do transporte das peças, na maior parte pesando toneladas.

Organismos internacionais como o Parlamento Europeu em Bruxelas e o edifício principal das Nações Unidas, em Nova York, são alguns deles.

Outras peças do quebra-cabeças do terror foram parar em lugares simbólicos, como o "International Trade Center" de Washington, o Museu Nacional das Forças Armadas de Londres, e a livraria presidencial Ronald Reagan, situada no alto de uma colina na cidade de Simi Valley, na Califórnia.

Até mesmo em lugares mais comuns e transitados, como a estação de trem de Mônaco e o campus da Universidade John Hopkins, em Washington D.C. exibem um pedaço.

Em muitos casos, os fragmentos foram doados pelas autoridades germânicas, como o dado ao papa João Paulo II em 1990, enquanto outros foram comprados por quantias astronômicas.

De qualquer forma, entre os novos proprietários estão colecionadores de arte, antigos presidentes dos EUA e economistas.

Nas mesmas proporções internacionais como se espalhou pelo mundo os restos do Muro, serão as festividades pelo 20º aniversário da queda. Muitas cidades quiseram realizar festividades próprias, somando-se às que serão realizadas em Berlim nesta segunda-feira.

Em Los Angeles, por exemplo, será apresentado "The Wall Project", para o qual, em outubro, foram transferidas oito peças de Muro.

Os destroços serviram de lenço para artistas como o francês Thierry Noir e o americano Kent Twitchell, e serão exibidos no próximo domingo no Boulevard Wilshire, partindo a avenida em duas, seguindo o exemplo da divisão da Alemanha.

EFE
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