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 Mudanças no Leste Europeu antes da queda do Muro de Berlim
08 de novembro de 2009 08h45 atualizado às 09h07

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Vários meses de mudanças em cadeia, promovidas em todo o bloco soviético na Europa Oriental, em 1989, precederam a queda do Muro de Berlim em 9 de novembro:

- 11 janeiro 1989: o Parlamento Húngaro foi o primeiro do bloco soviético a adotar uma lei que permitIA a formação de partidos políticos de todas as tendências e assegurou o direito de se reunir publicamente. A lei entrou em vigor em 23 outubro com a alteração da Constituição.

- 1º de março: a Hungria adota a Convenção de Genebra para Refugiados, que proíbe ordens de expulsão contra a sua vontade e a cessação do uso de armas de fogo contra eles na fronteira.

- 2 de maio: Hungria começa a desmantelar o sistema de alerta e a cerca de arame farpado elétrica que desde 1966 cercava a sua fronteira com a Áustria.

- 4 de junho: Polônia realiza as primeiras semi-eleições democráticas em um país comunista, marcada pela vitória do sindicato Solidariedade (Solidarnosc) de Lech Walesa, o único movimento trabalhista independente de um país do Leste.

- 16 de junho: O funeral nacional do chefe do governo nacional húngaro durante a revolução de 1956, Imre Nagy, executado em 1958 pela ditadura comunista, é transformado em um gigantesco comício para as liberdades democráticas.

- 27 de junho: os ministros austríaco e húngaro de Relações Estrangeiras, Alois Mock e Gyula Horn, cortam simbolicamente o arame farpado da "Cortina de Ferro" perto Sopron, na fronteira entre os dois países.

- 19 de agosto: Mais de 600 alemães Orientais, em férias na Hungria, aproveitam a excepcional abertura de um posto de passagem com a Áustria, durante um piquenique, e fogem para o Ocidente, o primeiro êxodo maciço desde a construção do Muro de Berlim em 1961.

- 24 de agosto: na Polônia, Tadeusz Mazowiecki, conselheiro de Lech Walesa, torna-se o primeiro não-comunista a liderar o governo de um país da Europa Oriental em mais de 40 anos.

- 10 de setembro: a Hungria abre sua fronteira ocidental e autoriza no dia seguinte que os alemães orientais passem livremente para a Áustria. Mais de 50.000 pessoas fogem para o Ocidente.

- 25 de setembro: Na RDA, mais de 8.000 pessoas protestam em Leipzig pedindo por reformas e mais liberdade.

- 30 de setembro: na Tchecoslováquia, mais de 4.000 alemães orientais refugiados na embaixada da Alemanha (RFA), em Praga, foram autorizados a entrar na Alemanha Ocidental após um acordo entre Bonn e Berlim Oriental.

- 7 de outubro: por ocasião do 40º aniversário da RDA, o número um soviético, Mikhail Gorbachev, adverte os líderes da Alemanha Oriental por sua imobilidade política: "Quando você fica para trás, é punido pela vida", diz a Erich Honecker, secretário-geral do Partido Comunista (SED) desde 1971 e presidente desde 1976.

- Na Hungria, o Partido Comunista foi dissolvido para criar o Partido Socialista Húngaro (HSP).

- 18 de outubro: Erich Honecker, forçado a abandonar suas funções, é substituído por Egon Krenz. Mais de 130.000 cidadãos da Alemanha Oriental fugiram para a Alemanha Ocidental, desde o início do ano, e há manifestações no país até então sem precedentes.

- 23 de outubro: Proclamação da República da Hungria no dia do 33º aniversário da insurreição de 1956. Pela primeira vez, um país do bloco oriental suprime os termos "popular" e "socialista" em sua Constituição.

- 4 de novembro: Quase um milhão de pessoas, mais de três quartos da população, se manifestam em Berlim Oriental, na que foi a maior congregação na RDA.

- 7 de novembro: o governo da Alemanha de Leste é dissolvido, liderado desde 1976 por Willy Stoph.

- 9 de novembro: o Muro de Berlim cai.

AFP
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