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 EUA: Juiz nega liberdade condicional a acusado de tiroteio
07 de novembro de 2009 21h29 atualizado às 22h14

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O juiz Walter Komanski negou hoje em uma audiência a liberdade condicional a Jason Rodríguez, acusado de matar uma pessoa e ferir cinco na sexta-feira em um prédio de Orlando, na Flórida, Estados Unidos.

Tratou-se do primeiro comparecimento de Rodríguez, 40 anos, a um tribunal, e nele Komanski determinou que havia provas suficientes para seu encarceramento, sob acusação de assassinato.

Após o comparecimento, que durou apenas alguns minutos, o advogado de Rodríguez, Robert Wesley, disse à imprensa que seu cliente está "muito, muito doente". "Este tipo reúne as manchetes de todo um ano: desemprego, despejo, quebra, divórcio, todos os elementos de estresse", afirmou.

Sua ex-sogra, America Holloway, disse que Rodríguez sofre de esquizofrenia e que quando não toma os remédios fica paranoico.

Segundo a Polícia, Rodríguez entrou nos escritórios da Reynolds, Smith and Hills, uma companhia de engenharia e arquitetura da qual tinha sido demitido em 2007, e abriu fogo na recepção e em uma área onde trabalhavam várias pessoas.

Rodríguez, que se formou em Engenharia na Universidade Politécnica de Porto Rico, foi detido posteriormente no apartamento de sua mãe.

"Deixaram que eu apodrecesse", disse ao ser perguntado por um jornalista de televisão por que tinha feito o que fez, quando era tirado do apartamento pela Polícia.

Após ser despedido da empresa por realizar um trabalho ruim, esteve empregado durante quatro meses no Departamento de Obras Públicas do Condado de Orange como inspetor de engenharia, mas também foi demitido.

Seu último emprego foi em uma loja de sanduíches da rede Subway, segundo a Polícia. Sua situação econômica foi piorando e Jason Rodríguez, divorciado e com dois filhos, teve que declarar-se em quebra em maio.

EFE
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