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 Imprensa na América Latina enfrenta fortes pressões, diz SIP
07 de novembro de 2009 20h46 atualizado às 21h04

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Os meios de comunicação de vários países latino-americanos enfrentam novos mecanismos de pressão que já não têm a sutilidade de décadas passadas, afirmaram neste sábado, jornalistas em um painel da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em Buenos Aires, na Argentina.

A imprensa independente sofre pressões por meio de sindicatos afins com os Governos, como é o caso da Argentina, e uma crescente discriminação na distribuição de publicidade oficial, entre outros métodos abordados no painel: "novos mecanismos de censura sutil".

Nos debates, foi feita uma chamada para que a imprensa e os jornalistas façam uma autocrítica, fortaleçam a transparência informativa e não cedam à tentação de aceitar a autocensura.

O coordenador do painel, Carlos Jornet, diretor do jornal "La Voz del Interior", da província argentina de Córdoba, ressaltou que é preciso estar "alerta" para "a Lei de Comunicação do Equador" e "os impedimentos ao acesso da informação na Bolívia".

Além disso, Jornet advertiu sobre a ameaça que supõe "o controle de conteúdos no Uruguai e a pressão judicial sobre meios de imprensa do Brasil".

Uma recente pesquisa no Fórum do Jornalismo Argentino (Fopea) segundo o qual 55% dos informadores reconheceram que seu trabalho está condicionado e 27% que fazem um jornalismo complacente.

"Para 53% dos entrevistados, existe uma dependência da publicidade estatal e 34% afirmaram que dependem de publicidade privada", apontou Blank, para quem a imprensa "não é vítima inocente" dos ataques à liberdade de informação.

A SIP começará neste domingo a leitura de relatórios sobre a situação da imprensa em cada país, com o objetivo de construir um documento que será divulgado na próxima terça-feira, quando acabar a assembleia.

EFE
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