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 Berlim prepara comemorações pelos 20 anos da queda do Muro
07 de novembro de 2009 16h47 atualizado às 16h58

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As comemorações pelos 20 anos da queda do Muro de Berlim na próxima segunda-feira colocam a capital alemã no centro da atenção mundial, prometendo uma "festa da liberdade" que vai reunir os líderes das grandes potências.

As celebrações lembram o clímax da lenta desintegração dos regimes comunistas da Europa Oriental e da cesura histórica, após meio século de confrontos entre blocos hostis e que marcou a reunificação da Alemanha e do continente europeu.

Na noite de 9 de novembro de 1989, o mundo assistiu incrédulo o espetáculo de milhares de alemães orientais apertando as mãos dos compatriotas no Ocidente, após a inesperada abertura das passagens.

Na segunda-feira, a chanceler Angela Merkel, que cresceu na ex-Alemanha Oriental e cuja carreira política começou com a queda do Muro, receberá diplomatas e líderes mundiais na famosa festa no Portão de Brandemburgo.

"Todos os países da União Européia estará representado", afirmou o governo alemão.

Também são esperados líderes das antigas potências que ocuparam a cidade, como o primeiro-ministro inglês Gordon Brown, além dos presidentes francês e russo Nicolas Sarkozy e Dmitri Medvedev, respectivamente.

Os Estados Unidos serão representados pela secretária de Estado Hillary Clinton. O Presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso também confirmou presença. Estão agendadas ainda reuniões bilaterais para discutir temas como o Afeganistão, Irã e futuras posições da União Européia.

Entre os ilustres convidados são esperados o último líder soviético Mikhail Gorbatchev e o ex-líder anticomunista polonês Lech Walesa.

Ainda haverá um concerto ao ar livre da orquestra da Staatsoper de Berlim, com o maestro argentino-israelense Daniel Barenboim.

As autoridades alemãs e estrangeiras discursarão diante de milhares de dominós de 2,50 m de altura que vão cair por 2 Km para simbolizar a queda do Muro que dividiu Berlim por 28 anos desde 1961.O governo alemão divulgou ainda que haverá queima de fogos e shows, além de uma gigante corrente humana que irá marcar o antigo traçado do Muro.

O dia começará com um ato ecumênico na Igreja do Getsemani, o ex-centro da dissidência em Berlim Oriental. Angela Merkel e outras personalidades políticas, em seguida, irão cruzar a ponte Bornholmer Strasse, onde ficava um dos primeiros postos a ser aberto em 1989.

A cidade espera a presença de 100 mil pessoas para as festividades da noite, "se o tempo estiver bom". Se a chuva der uma trégua na capital alemã, esperam-se mais visitantes do que 1999, durante as comemorações dos dez anos da queda do Muro, quando apenas 30 mil dos 100 mil esperados enfrentaram a chuva e o frio para assistir a uma celebração sóbria, longe da alegria prometida.

Os hotéis, pelo menos, já estão tomados por hordas de turistas e jornalistas de todo o mundo.

AFP
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