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 Medvedev cobra da UE mesmo tratamento dado a países ocidentais
07 de novembro de 2009 09h43 atualizado às 09h47

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O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, exigiu que a União Europeia (UE), "de uma vez por todas", trate seu país de igual para igual e aceite que os valores russos "são os mesmos do Ocidente".

"Não vejo grande diferença a respeito da liberdade e dos direitos humanos", sobretudo em relação aos novos membros orientais da UE, que, no que diz respeito a "cultura política e desenvolvimento econômico, não são nem um pingo melhores que nós", disse Medvedev em uma entrevista à revista alemã "Der Spiegel".

À publicação, o presidente reafirmou suas críticas à situação interna de seu país, onde a corrupção ganhou "formas repulsivas" e o comércio de matérias-primas levou à "ilusão" de que há uma estabilidade econômica.

A respeito da manipulação nas eleições municipais de outubro, Medvedev disse que, na segunda-feira, durante o discurso sobre o estado da nação, anunciará a intenção de apresentar "propostas para a melhora do sistema eleitoral".

O presidente russo também negou ter feito um arranjo com o primeiro-ministro Vladimir Putin sobre quem será candidato nas eleições de 2012. Segundo Medvedev, as declarações que o chefe do Executivo fez nesse sentido foram mal-interpretadas.

O que Putin quis dizer, segundo o presidente, é que se nesse momento ambos seguem sendo figuras "atrativas para a população", os dois se "sentarão para falar e decidirão quem disputará a eleição".

No plano internacional, o presidente vê "todas as chances" de, até o fim do no, Rússia e Estados Unidos assinarem um novo tratado para a redução de seus arsenais nucleares, pois ambos os grupos negociadores estão trabalhando a um "bom ritmo".

Com relação ao Afeganistão, Medvedev teme que a aliança ocidental fracasse, como fez na União Soviética então. Caso o Afeganistão não consiga um Estado operacional, "nunca haverá estabilidade", independentemente do número de tropas estrangeiras enviadas ao país, destacou Medvedev.

EFE
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