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 Governo afegão critica ONU e pede respeito à soberania
07 de novembro de 2009 08h49 atualizado às 09h02

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O Governo afegão criticou neste sábdo a ONU e "alguns círculos políticos" estrangeiros por tentarem influenciar suas decisões nos últimos dias, marcados pelo desenlace do processo eleitoral, e pediu "respeito à soberania do Afeganistão".

Em nota, o Ministério de Assuntos Exteriores se referiu explicitamente ao enviado especial da ONU no país, Kai Eide, que, na opinião do Executivo, "fez comentários que ultrapassam as normas internacionais e sua autoridade como representante de uma organização internacional imparcial".

O departamento se referiu a uma entrevista coletiva que Eide deu há dois dias. Nela, o diplomata norueguês sugeriu ao recém-proclamado presidente, Hamid Karzai, que inicie um processo de reforma e inclua ministros "competentes" em seu gabinete.

Eide também pediu ao novo Governo que dedique todos os seus esforços à luta contra a corrupção.

Em sua nota, a Chancelaria afegã não esclareceu que parte do discurso de Eide provocou sua reação. Mas destacou que, "nos últimos dias, alguns círculos políticos, diplomatas e agências de propaganda de certos países estrangeiros intervieram nos assuntos internos do Afeganistão".

Segundo o Governo, estes agentes, cujos nomes não foram citados, deram "instruções sobre a composição dos órgãos governamentais afegãos e sobre as políticas (do Executivo)". "Estas instruções violaram o respeito à soberania nacional do Afeganistão", frisa o comunicado.

O Ministério de Assuntos lembrou ainda que, em sua primeira entrevista depois que foi declarado presidente, Karzai prometeu combater a corrupção e consolidar o Estado de Direito durante seu próximo mandato.

EFE
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