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 Micheletti adia para semana que vem formação de "Governo de unidade"
06 de novembro de 2009 23h26

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O presidente de Honduras, Roberto Micheletti, anunciou hoje um "compasso de espera" durante o fim de semana para concretizar o Governo de unidade anunciado ontem, diante da recusa do líder deposto, Manuel Zelaya, a participar dele.

"Dando novamente espaço de reflexão ao senhor Zelaya, o presidente Micheletti ratificou no dia de hoje sua disponibilidade a reconhecer que é importante um compasso de espera durante este fim de semana para conseguir concretizar o Governo de unidade e reconciliação", anunciou o regime golpista em comunicado.

Micheletti anunciou ontem logo depois da meia-noite, quando vencia o prazo estabelecido no Acordo Tegucigalpa-San José, a formação do que denominou um "Gabinete de Unidade" sob sua direção, após haver recebido propostas de alguns partidos políticos e organizações sociais afins.

Zelaya se negou a participar de dito Executivo e deu por "fracassado" o tratado, ao considerar que corresponde a ele presidir o Governo de unidade, para o qual urgiu ao Congresso decidir sobre sua restituição, como ficou pactuado no convênio que assinou com Micheletti na semana passada.

Segundo o comunicado do regime golpista, "Zelaya atribui a falta de participação no Governo de unidade e reconciliação como desculpa para declarar fracassado o Acordo e abandonar seu cumprimento quando ele mesmo foi quem recusou cooperar".

O Executivo de Micheletti reiterou no documento que está cumprindo o pacto "ponto por ponto, letra por letra".

Além disso, voltou a insistir em sua "disponibilidade de fazer-se a um lado" sob a condição que Zelaya "renuncie a sua intenção de ser restituído", uma proposta que foi reiteradamente repetida e igualmente rejeitada pelo presidente deposto.

O ministro da Presidência do Governo de Micheletti, Rafael Pineda, já tinha dito anteriormente que se este "recebe uma nota na qual se lhe propõem as pessoas que, a julgamento do senhor Zelaya, podem integrar o Gabinete da Reconciliação e União Nacional, estará disposto a integrá-los".

EFE
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