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 SIP adverte ataques à liberdade de imprensa na América Latina
06 de novembro de 2009 16h13 atualizado às 16h59

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O diretor-executivo da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), Julio Muñoz, considerou em Buenos Aires que nos últimos anos ocorreram ataques à liberdade de imprensa em países como a Argentina, Venezuela, Nicarágua, Equador, Bolívia e Honduras.

Em declarações publicadas pelo jornal "Clarín", o titular da SIP, organismo que a partir de hoje realiza na capital argentina sua 65ª assembleia, advertiu que os países "com Governos que desejam uma imprensa publicando apenas o conveniente a eles são os que vão terão maior atenção" no futuro.

"Nos últimos anos, notamos ataques à liberdade de imprensa em muitos países", assegurou Muñoz, diretor-executivo da SIP desde 1994.

"Estamos preocupados com a situação da Venezuela, onde as restrições do Governo à imprensa são acompanhadas de agressões e ameaças quando as informações incomodam", comentou.

Também mencionou o caso da Argentina, "através da nova Lei de Serviços Audiovisuais", aprovada recentemente pelo Parlamento diante da rejeição de um setor da oposição e dos grandes meios de imprensa jornalísticos do país.

Segundo Muñoz, a SIP identificou "problemas na Nicarágua, Equador, Bolívia e Honduras, países vulneráveis aos direitos previstos na Declaração de Chapultepec, a carta magna do jornalismo".

Sustentou que, "embora abalado pela crise, os Estados Unidos existe liberdade de imprensa e, em contexto global, disse enfaticamente que os jornais sempre existirão, porque o jornalismo escrito tem muita credibilidade".

"O jornalismo só diminui onde existem tentativas de eliminá-lo, como em Cuba e na China. Mas, nos países democráticos sempre vai haver uma voz informativa", acrescentou.

EFE
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