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 Jovens europeus refletem sobre queda do Muro de Berlim
06 de novembro de 2009 13h56 atualizado às 14h16

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Para as gerações que têm idade suficiente para ter vivido esse momento, a derrubada do Muro de Berlim será a imagem mais marcante de nossos tempos - uma imagem duradoura que assinalou o começo do fim da Guerra Fria.

Mas, para muitos europeus que nasceram por volta de 1989, uma imagem muito mais duradoura é a da destruição do World Trade Center em 11 de Setembro de 2001, que inaugurou a era do terrorismo global e das guerras no Afeganistão e Iraque.

Seguem alguns comentários feitos por jovens europeus a correspondentes da Reuters:

Alex Beddoes, 23 anos, coordenador de serviços a clientes, Londres: "Sempre vou me lembrar do que eu estava fazendo no dia 11 de Setembro. Eu estava velejando. Quando minha irmã me telefonou para me contar, pensei que fosse trote.

Esta é a imagem duradoura de minha geração. Acho que provavelmente por causa da imagem das pessoas pulando fora das torres, sabendo que não tinham chance de sobreviver, e por causa da coragem das pessoas dos serviços de emergência, que se expuseram a tanto perigo. Isso levou à "Guerra ao Terror" durante quase uma década inteira, teve efeito avassalador sobre a política externa em todo o mundo e afetou quase todas as facetas de nossas vidas."

Julie Pirovani, francesa, 16 anos, estudante de segundo grau que comprava roupas na loja Uniqlo em Paris: "Vejo a queda do Muro de Berlim como uma revolução, o fim de uma guerra, o fim da separação. Ela divide duas eras.

Ainda não chegamos a essa era no colégio, então não sei muito sobre como eram as coisas antes. Mas na minha família a gente conversa sobre a queda do muro, e isso é visto como motivo de grande alegria."

Zsofia Kis, 23 anos, estudante, em Budapeste: Indagada sobre a imagem mais marcante de sua geração, ela disse: "O World Trade Center, sem dúvida alguma. Foi quando o conceito de terrorismo entrou em nosso mundo."

Sobre se o fim do comunismo cumpriu sua promessa: "No Ocidente, pode ser. Aqui, não sei. Nossas vidas são diferentes, podemos viajar livremente e nossas oportunidades são bastante boas, pelo menos no longo prazo, mas acho que isso é mais uma consequência de termos entrado na União Europeia, não da queda do comunismo. Bom, mas imagino que a entrada na UE foi possível porque o comunismo acabou, então isso foi importante."

Andras Magyar, 22 anos, estudante, Pecs, Hungria: "Os ataques terroristas ao World Trade Center (essa é minha imagem que vai ficar). Também lembro as guerras no Iraque e na Iugoslávia, mas o World Trade Center é o grande evento ícone do qual vou me lembrar.

Sim, acho que nossa geração tem uma visão mais negativa por causa disso. Começou com um acontecimento pavoroso. É uma coisa que vamos ter que esquecer, não lembrar. Precisamos seguir adiante.

Acho que a queda do muro cumpriu sua promessa em parte porque hoje o sistema é diferente. Podemos nos livrar de nossos líderes se não gostarmos deles."

Barbara Regulska, 24 anos, começou recentemente um doutorado em relações exteriores na Universidade de Varsóvia: "Sempre incomodou meus pais - e acho que a maioria dos poloneses da geração deles - o fato de o mundo inteiro comemorar o aniversário da queda do Muro de Berlim, mas não os acontecimentos ligados ao sindicato Solidariedade na Polônia em 1989. Parece que todo o mundo não entende que o muro não teria caído se não fosse pelo que aconteceu aqui no início daquele ano.

Acho que minha geração não se preocupa muito com a queda do muro. A gente mal se lembra do comunismo e de como era a vida antes de 1989. Captamos a importância do acontecimento a partir das aulas de história, do mesmo modo como aprendemos sobre a Segunda Guerra Mundial."

Reuters
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