Os chanceleres francês, Bernard Kouchner, e turco, Ahmet Davutoglu, pediram nesta sexta que o dirigente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, se retrate e aceite ser candidato nas próximas eleições.
"Acho profundamente que essa geração, a de Mahmoud Abbas, é a geração que pode conseguir a paz", disse em coletiva de imprensa o chefe da diplomacia francesa.
Para ele, apesar de o líder palestino ter dito que não quer ser candidato presidencial, "como não há eleições por enquanto", não se pode dizer que o efeito é imediato.
Já o ministro turco assegurou que tem "a esperança de que a decisão de Abbas não seja uma decisão final" e afirmou que França e Turquia, como parte da comunidade internacional, farão "todos os esforços necessários para que se possa conseguir a paz".
Kouchner afirmou que visitará Israel e territórios palestinos em poucos dias e insistirá para que Abbas "continue em direção à paz, ou seja, para a criação de um Estado palestino", para o que é necessário que se detenha a colonização por parte de Israel.
O presidente da ANP anunciou ontem que não se candidatará à reeleição em 24 de janeiro e acusou Israel e Hamas de terem minado o processo de paz.
"Não tenho intenção de me apresentar como candidato nas eleições, não é algo negociável", declarou Abbas em pronunciamento no qual atribuiu sua decisão ao fracasso da negociação, sobre a qual disse que "não há nenhum sinal concreto de progresso".
Abbas acusou Israel de prosseguir "sua expansão em Jerusalém Oriental" e o movimento islamita Hamas de "rejeitar qualquer tentativa de reconciliação" interpalestina, no processo de mediação que há meses é realizada no Egito.




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