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 Farc pedem que militares colombianos rejeitem acordo com EUA
06 de novembro de 2009 12h17 atualizado às 12h20

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As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) pediram nesta sexta aos militares colombianos para que se oponham ao acordo que permite a tropas americanas o uso de até sete bases das Forças Armadas da Colômbia.

Segundo um comunicado das Farc divulgado hoje, o acordo é uma "adaga envenenada" e representa um "ato de alta traição à pátria latino-americana".

"Fazemos um fraternal e patriótico chamado aos militares de honra para que, junto a nosso povo, sejamos um só corpo que convirja em uma guerra pátria para defender nossa soberania e dignidade latino-americana", diz o secretariado do Estado-Maior central das Farc na nota.

No documento, divulgado pela agência Anncol, que costuma publicar os pronunciamentos das Farc, o grupo armado acusa o presidente colombiano, Álvaro Uribe, de falta de "dignidade" por aceitar a "instalação pelo império de sete bases militares" em seu país.

A principal guerrilha colombiana considera que o acordo militar com os Estados Unidos, assinado na semana passada em Bogotá, "deve encher a alma dos colombianos de vergonha", porque significa "ceder o território como base de agressão contra países irmãos".

"A humilhação de ver oficiais colombianos subordinados a oficiais do Comando Sul do Exército dos EUA não deve ser tolerada onde há honra", afirmam os rebeldes.

O convênio estabelece que as aeronaves militares dos EUA poderão usar na Colômbia os aeroportos comerciais que tenham operação internacional e também que controvérsias surgidas em relação ao acordo não serão remetidas a cortes ou tribunais nacionais ou internacionais.

Além disso, o documento prevê imunidade ao pessoal militar americano em casos excepcionais.

Apesar de fortes críticas de países como Venezuela, Equador e Bolívia, Colômbia e EUA afirmaram em reiteradas ocasiões que o acordo, cuja vigência é de dez anos com opção de renovação, não constitui uma ameaça para terceiras nações.

EFE
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