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 Exército paquistanês entra no maior reduto talibã
06 de novembro de 2009 09h55 atualizado às 10h09

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O exército paquistanês afirmou nesta sexta que entrou na localidade de Makeen, o maior reduto dos talibãs na região tribal do Waziristão do Sul, onde os recentes combates mataram pelo menos 24 insurgentes.

Em comunicado, o comando militar afirmou também que um "terrorista" foi detido durante as últimas 24 horas, dentro da operação que se desenvolve por terra e ar há 20 dias no nordeste desta zona fronteiriça com o Afeganistão.

"Hoje, as forças de segurança entraram em Makeen. Uma grande parte da localidade foi limpa (de insurgentes). No resto, continuam as operações", afirmou o Exército, acrescentando que "nos intensos enfrentamentos" registrados nesta zona, 21 fundamentalistas morreram e outros três perderam a vida em outras áreas da província.

Makeen é considerada o "nervo central" do movimento Tehrik-e-Taliban Pakistan (TTP), que reúne diversas facções talibãs do país desde o final de 2007, e nesta localidade vivia Baitullah Mehsud, líder do grupo até o início de agosto, quando morreu em um ataque com mísseis dos EUA.

Segundo a nota, as forças paquistanesas destruíram a casa de Mehsud e "bloquearam" uma importante estrada que ligava Makeen às populosas Sararogha e Ladha, outros redutos insurgentes nos quais o Exército afirmou que está consolidando suas posições.

A operação no Waziristão foi qualificada pela imprensa e políticos como "a mãe de todas as batalhas", no entanto, só atinge a parte nordeste da região, onde cerca de 28 mil soldados enfrentam cerca de 10 mil talibãs paquistaneses e combatentes estrangeiros.

Nas áreas meridionais e fronteiriças com o Afeganistão nesta demarcação, assim como no vizinho Waziristão do Norte, as autoridades chegaram a acordos de não agressão com os líderes insurgentes mais influentes.

Os combates no Waziristão causaram, até o momento, a morte de 443 fundamentalistas e 42 soldados, segundo cálculos militares que não têm comprovação independente e não incluem civis.

Pelo menos 175 mil pessoas deixaram suas casas nesta região desde junho, quando o Exército paquistanês começou a "fase preparatória" da atual ofensiva.

No entanto, dados provisórios divulgados hoje pela ONU estimam que o número de pessoas que fugiram dos combates poderia chegar a 255 mil.

EFE
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