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 Brown insiste em que Reino Unido não sairá do Afeganistão
06 de novembro de 2009 09h25 atualizado às 09h31

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O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, defendeu nesta sexta a missão militar de seu país no Afeganistão e insistiu em que o Reino Unido "não pode, não deve e não irá embora" desse país.

Em discurso pronunciado no Colégio Real de Estudos de Defesa, em Londres, por causa da preocupação com o alto número de vítimas britânicas no Afeganistão, Brown disse que a ação militar nesse país é a "primeira linha de defesa" contra possíveis ataques terroristas no Reino Unido.

Mas reconheceu que sua estratégia não está isenta de "perigos e riscos", enquanto disse confiar em que o presidente afegão, Hamid Karzai, ajudará a combater a corrupção.

Brown advertiu que a rede terrorista Al Qaeda continua com os complôs para atentar contra o território britânico através do treinamento de terroristas.

"Não é fácil, a escolha não é simples. Não há uma estratégia que esteja isenta de perigos ou riscos. Mas essa é a responsabilidade da liderança, do Governo e de nossas Forças Armadas. Fazer o que é necessário, mesmo que seja difícil, para manter a segurança da população britânica", disse.

Explicou que, nos últimos dias, chegou a acordos com Karzai sobre uma série de medidas para melhorar a segurança, o desenvolvimento econômico e as relações com os países vizinhos ao Afeganistão, como o Paquistão.

Segundo Brown, a melhor maneira de conseguir que as tropas britânicas voltem para casa é através da preparação da Polícia e das Forças Armadas afegãs, para que assumam a segurança do país.

"Não abandonaremos a estratégia de preparação, porque é o que distingue um Exército livre de um de ocupação. Não um Exército em oposição à população local afegã, mas um Exército que apoie a população afegã", ressaltou.

Brown também expressou sua esperança de que, em discurso de começo de mandato, no próximo dia 19, Karzai dê detalhes sobre seus planos para lutar contra a corrupção, melhorar as Forças Armadas e a governabilidade do país.

"O apoio internacional depende, em grande medida, de sua ambição e de alcançar cinco pontos importantes: segurança, governabilidade, reconciliação, desenvolvimento econômico e compromisso com seus vizinhos", disse.

"Se, com nossa ajuda, o novo Governo do Afeganistão cumprir estes cinco pontos, terá cumprido um contrato essencial com sua própria gente. E terá ganhado o contínuo apoio da comunidade internacional, apesar do contínuo sacrifício", acrescentou.

No entanto, "se o Governo fracassar em alcançar estas cinco provas, não só não terá cumprido com sua gente, mas terá perdido seu direito ao apoio internacional", disse Brown.

EFE
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