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 Tempestade tropical mata ao menos 109 no Vietnã e Camboja
06 de novembro de 2009 06h57 atualizado às 08h13

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Pelo menos 109 pessoas morreram e 11 seguem desaparecidas após a passagem da tempestade tropical "Mirinae" pela região central do Vietnã e Camboja, informaram hoje fontes oficiais.

No Vietnã, quase todas as vítimas se produziram por inundações na província de Phu Iene, Gia Lai e na vizinha província de Binh Dinh, que sofreu as piores enchentes em quatro décadas, onde a televisão local mostrou imagens de moradores desesperados nos tetos de suas casas ou escapando em balsas improvisadas das inundações.

Milhares de vietnamitas que perderam suas casas se refugiaram em colégios, centros religiosos e outros edifícios públicos.

As autoridades provinciais pediram ao Governo o envio imediato de comida e água potável, enquanto uns 2 mil soldados foram desdobrados para ajudar a repartir ajuda.

No Camboja, as duas vítimas mortais se produziram na província de Mondulkiri, ao nordeste e contígua com o Vietnã, de acordo às autoridades.

O governo acredita que o prejuízo dos danos causados pelo temporal às plantações de arroz e de café, assim como na rede de infraestruturas do centro do Vietnã, onde 124 mil moradores foram evacuados antes das primeiras chuvas, podem chegar a US$120 milhões.

Após sua passagem pelas Filipinas, onde deixou cerca de 20 mortos, o tufão "Mirinae" perdeu força e chegou ao Vietnã como tempestade tropical, passando ao Camboja transformado em sistema de baixa pressão atmosférica.

A tempestade tropical tocou terra no litoral vietnamita quase um mês depois da chegada de "Ketsana", outra tempestade que deixou 160 vítimas mortais em inundações e deslizamentos de terras.

"Ketsana" também arrasou as Filipinas, inundando a capital e deixando quase 500 mortos antes de continuar a destruição no Laos e Camboja.

Os temporais, tempestades tropicais e tufões são endêmicos no Sudeste Asiático durante a estação chuvosa e a cada ano provocam centenas de mortos, mas a quantidade e potência dos últimos temporais que castigaram a região são fruto, segundo muitos especialistas, dos efeitos da mudança climática.

EFE
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