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 Ex-líder polonês vai inaugurar o dominó "Muro de Berlim"
05 de novembro de 2009 13h22 atualizado às 15h40

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Foto de setembro de 2009 mostra Lech Walesa participando de  evento religioso na Polônia Foto: AFP

Foto de setembro de 2009 mostra Lech Walesa participando de evento religioso na Polônia
05 de novembro de 2009
Foto: AFP

O ex-presidente polonês Lech Walesa, o histórico líder do sindicato polonês "Solidariedade", anunciou que vai ser o primeiro a derrubar uma das gigantes peças de dominó utilizadas para recriar o Muro de Berlim, como parte da cerimônia de aniversário da sua queda, em 9 de novembro na capital alemã.

Milhares de peças de dominó de 2,50 metros de altura serão organizadas e derrubadas por 2 km no coração de Berlim, simbolizando a queda do Muro há 20 anos. "Fui convidado a derrubar o primeiro dominó em Berlim", disse, em Gdansk, Lech Walesa.

"Eu estou encarregado de fazê-lo, representando a Polônia, porque foi em 1980, em Gdansk, que o primeiro muro caiu", durante as greves nos estaleiros que deram origem ao 'Solidariedade', a primeira união independente do bloco comunista, relembra.

"Sem essa primeira queda, o Muro de Berlim nunca teria entrado em colapso", disse. O ex-presidente polonês recordou sua reunião secreta em Paris, no outono de 1981, com Hans-Dietrich Genscher, então ministro alemão dos Relações Exteriores.

"Eu falei com ele sobre a reunificação da Alemanha, que ocorreria mais cedo ou mais tarde. Genscher não acreditou em mim na hora", disse Walesa.

Vencedor do Nobel da Paz, Walesa disse ter ficado "assustado" no momento da queda do Muro. "Não sabia como (o primeiro secretário do Partido Comunista Soviético Mikhail) Gorbachev iria agir", afirmou.

"Em contrapartida, aqueles que temiam o ressurgimento da Grande Alemanha estavam errados", continuou. As cerimônias para relembrar a queda do Muro vão reunir inúmeros políticos, incluindo o primeiro-ministro Gordon Brown, os presidentes da Rússia, Dmitri Medvedev, e França, Nicolas Sarkozy. Barack Obama será representado pela secretária de Estado Hillary Clinton.

AFP
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