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 Estudantes defendem ataque à embaixada dos EUA no Irã
05 de novembro de 2009 11h02 atualizado às 11h14

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O porta-voz dos estudantes islamitas que atacaram a embaixada americana em Teerã em 1979, Mohsen Mirdamani, defendeu nesta quinta a ação, da penitenciária de Evin, onde está preso acusado de conspiração.

Mirdamani, secretário-geral do partido pró-reformista Fronte Islâmica de Participação, respondeu assim às declarações do aiatolá Hossein Montazeri, que na quarta-feira qualificou "de erro" a operação que mudou a história do Oriente Médio.

"O 13 de aban (4 de novembro de 1979) é uma das pedras angulares da história política do Irã. Já o falecido Imã (Khomeini, fundador da República Islâmica) a qualificou de segunda revolução", disse Mirdamadi, em mensagem enviada da prisão de Evin, em Teerã.

O ex-líder estudantil foi detido junto a dezenas de ativistas políticos pró-reformistas durante os protestos que tiveram início em junho, após a reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, considerada fraudulenta pela oposição.

As autoridades iranianas acusam os detidos de ter instigado e participado de uma conspiração incitada do exterior para derrubar o regime.

Mirdamani ressaltou que as lições que podem ser tiradas deste ato histórico "podem servir para superar as complicações políticas atuais".

"Foi a resposta às ameaças estrangeiras contra a Revolução Islâmica e suas conquistas. Uma reação contra a política desse país (Estados Unidos) para o Irã", justificou.

EFE
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