O ministro da Justiça turco, Sadullah Ergin, disse nesta quinta que o Ministério de Exteriores de seu país está analisando a visita à Turquia na próxima semana do presidente sudanês, Omar Hassan al-Bashir, acusado pela Justiça internacional por crimes de guerra e de lesa-humanidade na região de Darfur.
Al-Bashir irá a Istambul para assistir a uma cúpula da Organização da Conferência Islâmica (OCI), o que gerou preocupação em Ancara, porque esta será a primeira viagem do dirigente sudanês ao exterior após a ordem de detenção internacional ditada contra ele.
Respondendo a perguntas sobre a ordem de detenção do Tribunal Penal Internacional (TPI) contra al-Bashir, o ministro Ergin disse que o Ministério de Exteriores turco estuda o caso e que "fará o que for necessário de acordo com a lei".
A Turquia não ratificou o Estatuto de Roma do TPI, de 2002, e, portanto, não se sente obrigada a cumprir com as decisões da corte.
Em declarações ao jornal Hürriyet, um funcionário do Ministério de Assuntos Exteriores turco, que pediu anonimato, disse que al-Bashir não seria detido durante sua visita à Turquia, já que "não existem tais planos".
Porta-vozes sudaneses disseram à imprensa internacional que al-Bashir vai a Istambul para assistir à cúpula da OCI e que não esperam que o líder seja detido por parte turca.
Altos cargos de 62 países, como chefes de Estados e de Governo, entre eles o presidente sírio, Bashar al-Assad, e o iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, devem assistir à reunião em Istambul.




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