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 UE pede que Cuba avance no respeito aos direitos humanos
05 de novembro de 2009 01h34 atualizado às 02h54

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O governo de Cuba deve mostrar sinais de avanço no respeito aos direitos humanos fundamentais para normalizar a relação com a União Europeia (UE), disse o comissário de Cooperação do bloco, Karel De Gucht, ao acabar nesta quinta uma visita à ilha que concluiu com uma reunião com o presidente do país, general Raúl Castro.

Segundo o belga De Gucht, mudar a "posição comum" sobre Cuba aprovada pela UE em 1996 requer um "consenso" no qual devem trabalhar ambas as partes. "Por parte de Cuba, implica gestos em matéria de direitos fundamentais", declarou o comissário a um grupo de jornalistas pouco antes de tomar o avião outra vez a Bruxelas após cinco dias de visita à ilha.

De Gucht chegou ao aeroporto após reunião de mais de duas horas com Raúl Castro, que qualificou como "muito aberta, franca e construtiva", e esclareceu que "o propósito da UE não é mudar o regime de Cuba". "Aceito que os direitos humanos tenham diferenças de um país para outro, mas há um núcleo de direitos fundamentais que é universal. É necessário mais progresso nesse sentido", argumentou De Gucht.

A posição comum sobre Cuba foi aprovada a pedido do governo anterior da Espanha, que presidia o conservador José María Aznar, enquanto o atual se comprometeu a trabalhar para eliminá-la, segundo declarou recentemente em Havana o ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos.

O comissário esclareceu que as relações de Cuba com a UE são independentes das que tenha Havana com os Estados Unidos, mas também que os vínculos de Washington com a Europa não têm por que ser um obstáculo para as primeiras. "O bloqueio econômico que os Estados Unidos aplicam a Cuba há quase meio século são um instrumento inútil para as relações internacionais, com efeito limitado", declarou o belga.

De Gucht revisou em várias reuniões nos últimos dias os projetos de cooperação da Comissão Europeia (CE), que em 2009 somarão 40 milhões de euros e em 2010 terão um montante similar, além das dívidas atrasadas de Cuba com empresas europeias, que chega a cerca de 600 milhões de euros só com provedores comerciais espanhóis.

EFE
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