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 Países da América se unem para combater aumento da violência
04 de novembro de 2009 17h06 atualizado às 17h25

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Representantes de 34 países da América abriram nesta quarta-feira uma reunião sobre formas de prevenir a violência e contornar a falta de segurança no continente, que tem as taxas mais altas de criminalidade do mundo e, em algumas nações, um índice de homicídios que duplica a cada ano.

Segundo o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, a possibilidade de que um jovem latino-americano morra vítima de um homicídio é "30 vezes maior que a de um europeu".

A 2ª Reunião de Ministros em Matéria de Segurança Pública das Américas (Mispa II) acontece em Santo Domingo (República Dominicana) e deve durar até amanhã.

Para Insulza, essa probabilidade se deve à alta taxa de criminalidade enfrentada pela juventude na região. Assim, ele exigiu aos membros da OEA que façam o melhor que for possível para combater a falta de segurança.

"Temos um objetivo só, que é uma região em que as taxas de crime e violência se comparem de maneira adequada às dos países mais desenvolvidos do mundo", disse.

Insulza destacou que a segurança pública é um dos principais motivos de preocupação dos cidadãos do continente e que a política de segurança "é tão social como a de habitação, saúde e educação".

Fora isso, advertiu que o Estado é obrigado a garantir aos cidadãos "a segurança para que possam aproveitar os benefícios da democracia".

A segurança dos cidadãos "não é uma utopia nem um sonho inalcançável, mas algo que está demandando cada vez mais trabalho de nossos Governos, de nossas autoridades de segurança civis e policiais", afirmou.

Nesse sentido, pediu cooperação entre as autoridades da região para lutar contra a violência e o crime organizado que, segundo ele, corrompe a sociedade, deteriora as relações dos Governos, ameaça a governabilidade e mina o desenvolvimento econômico.

O ex-ministro chileno se mostrou convencido de que o problema deve ser tratado como um assunto transnacional e citou como exemplo o narcotráfico, que cruza fronteiras e cada vez mais abre novos mercados.

Já o ministro do Interior dominicano, Franklin Almeyda Rancier, falou da necessidade de colaboração entre os países e a OEA para assumir políticas públicas que permitam medir taxas de criminalidade e iniciar medidas para combater o problema.

No entanto, explicou que os Estados-membros da OEA precisam fazer "algumas correções" e exemplificou com a deportação nos últimos anos de 31.145 dominicanos, a maioria deles dos EUA, acusados de algum tipo de crime.

O ministro apoiou a adoção de acordos que permitam que as deportações sejam precedidas de pelo menos um processo de reabilitação para evitar a reincidência nos crimes.

A agenda da reunião inclui um relatório de Insulza sobre reuniões realizadas anteriormente no Uruguai e em Washington, como a Conferência Especializada Interamericana sobre Segurança Pública e a reunião de especialistas preparatória para a Mispa II.

Além disso, inclui a Conferência da Polícia Internacional (Interpol) e a apresentação de um debate da OEA sobre o estudo sobre as melhores formas de fortalecer na região o treinamento e formação das forças de segurança.

Na reunião serão realizados ainda debates sobre a cooperação internacional em matéria de prevenção da violência e da delinquência, a participação cidadã e comunitária, entre outros aspectos.

Entre os objetivos da reunião está a aprovação da criação da Escola Superior em Matéria de Segurança Pública, que pretende dar treinamento e formação a oficiais de Polícia de alto nível e funcionários públicos civis das Américas.

EFE
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