Notícias » Notícias

 Argélia mata segurança do líder da Al-Qaeda no Magrebe
04 de novembro de 2009 16h59 atualizado às 17h24

Comentários
 
Soldados do Exército argelino mataram na província de Béjaia, na região da Cabília, Ghazi Toufik, chefe de segurança do líder da organização terrorista Al-Qaeda para o Magrebe Islâmico (AQMI), Abdelmalek Droukdel, informaram nesta quarta-feira fontes de segurança.

Segundo as mesmas fontes, há dois dias, os militares receberam informações sobre a presença de um grupo islamita armado nas florestas da cidade de R'mila, que foi cercada pelas tropas depois disso.

Após um violento confronto entre os soldados e o grupo armado, os militares identificaram um cadáver e comprovaram que se tratava de Ghazi.

O terrorista morto dirigia a brigada denominada "Tareq Ibn Ziad", que além de garantir a segurança de Droukdel, era encarregada de planejar atentados suicidas e organizar sequestros de comerciantes e homens de negócios.

Ghazi é o quarto dirigente importante da organização terrorista morto em pouco mais de um mês.

O primeiro-ministro argelino, Ahmed Ouyahia, destacou na semana passada que o terrorismo na Argélia foi "fortemente esmagado" pela luta das forças de segurança e pela política de reconciliação nacional, mas reconheceu que a erradicação do problema parece "complicada".

"O terrorismo não tomou o poder e não desestabilizou o país. Nós continuamos com nossa batalha. Não nos faltam coragem nem determinação; por isso, é uma batalha vencida pela Argélia", explicou Ouyahia.

No entanto, o primeiro-ministro convocou a população a manter a vigilância, já que esta "é a primeira arma contra o terrorismo, que não acaba com um passe de mágica".

Além disso, Ouyahia assegurou que o número de novos recrutamentos feitos por grupos armados nos três últimos anos não passa de dez, mas alertou que, quanto mais diminui o número de terroristas armados, "mais se complica a batalha para erradicá-los".

EFE
EFE - Agência EFE - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da Agência EFE S/A.