"Israel tem a opção: assentamentos ou paz. E espero e rezo para que escolham a paz", disse o chefe do Departamento de Negociações da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), em entrevista coletiva realizada em seu escritório, em Ramala.
No comparecimento, na qual insistiu em que o principal obstáculo ao processo de paz foi o crescimento contínuo das colônias na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, Erekat disse que "as negociações não podem continuar pela mera negociação".
Explicou que, se a negociação não tiver um horizonte político sério, não faz sentido para a ANP voltar à mesa de diálogo.
O dirigente da OLP quis deixar de lado a recente polêmica gerada pelo apoio da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a uma eventual interrupção israelense na construção de assentamentos, que não inclui a construção de 3 mil casas e edifícios públicos em andamento.
"O que queremos hoje do presidente (dos EUA, Barack) Obama é o que é preciso, e o que se precisa não é reinventar a roda, mas transferir sua visão de dois Estados a uma pista política realista", disse Erekat.
"Acreditamos que, se os israelenses pararem os assentamentos, incluindo o crescimento natural (argumento dos israelenses para expandir as colônias), seria um bom começo e daria credibilidade ao processo de paz", concluiu.




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