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 Vinte opositores são detidos em confronto com polícia no Irã
04 de novembro de 2009 09h20 atualizado às 09h26

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Pelo menos 20 pessoas foram detidas nesta quarta durante os confrontos entre a polícia e opositores reformistas que explodiram à margem da manifestação oficial contra os Estados Unidos por ocasião dos 30 anos do ataque à embaixada americana em Teerã.

Segundo testemunhas, grupos de jovens jogaram pedras no centro da cidade contra agentes e voluntários islâmicos Basij, que tentavam dispersar os opositores com tiros para o alto, gás lacrimogêneo e cassetetes.

Na rua Karim Khan, os manifestantes derrubaram contêineres e usaram palavras de ordem como "morte ao ditador" e "morte a Khamenei", enquanto gritavam o nome de Mir Hussein Moussavi, principal líder do movimento reformista, disseram testemunhas.

Moussavi tinha pedido esta semana a seus simpatizantes que aproveitassem o "dia contra a arrogância" para retomar os protestos contra os resultados eleitorais de 12 de junho e lembrar o regime que "o poder pertence ao povo".

Mas, apesar das advertências das forças de segurança e da ampla mobilização de policiais antidistúrbios e voluntários Basij armados com cassetetes e escudos, os reformistas voltaram hoje a fazer manifestações dispersas em diferentes pontos do centro da cidade.

Na rua Valie-e Asr, a polícia enfrentou vários grupos de opositores que tinham distribuído panfletos verdes com o nome de Moussavi e fotos de algumas das pessoas mortas na repressão dos protestos contra a reeleição do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, explicaram as testemunhas.

A poucos quilômetros, em frente à antiga embaixada americana Unidos em Teerã, milhares de partidários do regime - na maioria estudantes e jovens Basij - gritavam "morte aos Estados Unidos", "morte a Israel" e "morte aos ingleses".

O dia 4 de novembro é uma data-chave para o regime iraniano, que cresceu e se alimentou nos últimos 30 da retórica antiamericana.

Naquele turbulento dia em 1979, um grupo de estudantes atacou a Embaixada dos Estados Unidos em Teerã, onde retiveram 52 pessoas durante 444 dias Seis meses depois da tomada, os dois países romperam seus laços diplomáticos.

Desde então, o grito de "morte aos Estados Unidos" ressoa em mesquitas, manifestações e atos públicos, e inclusive está gravado em um enorme mural colocado sobre a fachada de um dos edifícios altos do centro da capital.

Washington é, além disso, o "grande satã" na retórica de muitos responsáveis iranianos.

EFE
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