O rei Abdullah II da Jordânia pediu nesta terça que a comunidade internacional, e especialmente a União Europeia (UE), pressionem Israel para que pare "suas ações unilaterais" em Jerusalém, em reunião com o ministro de Assuntos Exteriores britânico, David Miliband.
Segundo um comunicado da Casa Real jordaniana, o monarca ressaltou a importância do papel da UE e, em particular, do Reino Unido nos esforços para garantir o estabelecimento de um Estado palestino independente, "que é um requisito prévio para a paz no Oriente Médio".
Além disso, Abdullah II advertiu contra "os perigos inerentes das ações unilaterais israelenses, especialmente a construção de assentamentos e outras medidas que ameaçam a identidade de Jerusalém e dos lugares santos", e pediu que a comunidade internacional pressione o Estado israelense para que pare com estas medidas.
As conversas entre o rei jordaniano e Miliband, em visita a Amã, se concentraram nos recentes esforços para superar os obstáculos que até agora dificultaram o relançamento das negociações entre palestinos e israelenses, segundo a nota.
Nas últimas 48 horas, Amã foi cenário de uma intensa atividade diplomática, com as visitas do enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, e do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
Em declarações hoje à rádio Voz da Palestina, o negociador-chefe da ANP, Saeb Erekat, disse que Abbas se reuniu na segunda-feira à noite na Jordânia com Mitchell, que lhe assegurou que "Washington considera os assentamentos ilegais e rejeita as tentativas israelenses de anexar Jerusalém Oriental".
O rei Abdullah expressou seu apoio à postura da ANP, que afirma que não retomará as negociações com Israel até o fim dos assentamentos.




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