Este já é o sétimo encontro de uma série que Obama mantém com seus assessores de segurança para decidir o andamento das ações no país asiático e, especialmente, se envia ou não mais reforços à guerra que se agravou nos últimos meses.
Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, o processo iniciado em setembro está perto do fim.
Até o momento, o presidente americano investiu cerca de 20 horas em reuniões para estudar estratégias na guerra.
O porta-voz não quis antecipar quando o governante deve anunciar uma decisão, mas indicou que é questão de semanas.
Gibbs limitou-se a dizer que é pouco provável uma decisão antes do segundo turno das eleições presidenciais afegãs, em 7 de novembro, entre o líder atual, Hamid Karzai, e o ex-ministro de Exteriores, Abdullah Abdullah.
Obama deve fazer uma viagem à Ásia em 11 de novembro, portanto sua decisão deverá ser divulgada nesse intervalo de quatro dias, a contar das eleições. Uma demora maior pode trazer o risco de o aumento da incerteza entre as tropas e ainda encorajar à insurgência talibã.
Na reunião desta sexta-feira estiveram presentes o conselheiro de Segurança Nacional, James Jones, e o almirante Michael Mullen, à frente da Junta de Chefes de Estado-Maior, assim como os principais comandantes das Forças Armadas.
Entre os dados que estão sendo analisados antes da tomada da decisão está o relatório apresentado no início de setembro pelo general comandante das tropas aliadas no Afeganistão, Stanley McChrystal, que pediu reforços de 40 mil homens.
Os Estados Unidos contam atualmente com 68 mil soldados no Afeganistão, o maior contingente desde o início da guerra há oito anos e o principal componente da força da Otan no país, a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) que conta com cerca de 100 mil militares.
Funcionários americanos indicaram à imprensa que o presidente parece estar inclinado a aumentar as tropas, embora à ampliação do contingente não deva alcançar 40 mil soldados solicitados McChrystal.
A reunião ocorre ao final do mês mais sangrento para as tropas americanas no Afeganistão, com 54 mortes.
Na madrugada de quarta para quinta-feira, o presidente deslocou-se à base aérea de Dover, em Delaware, local de desembarque dos corpos repatriados de soldados mortos no Iraque e no Afeganistão.
Nesta quinta-feira, Obama afirmou que as mortes de soldados durante a guerra pesam na sua percepção da guerra.
A estratégia adotada incluirá também o Paquistão, um país que os Estados Unidos consideram indissociável dos eventos no Afeganistão.
A secretária de Estado, Hillary Clinton, estava hoje no Paquistão, onde criticou abertamente o fato que desde o início da guerra as forças do país não tenham conseguido capturar o líder da rede terrorista Al Qaeda, Osama bin Laden, em uma insinuação que as altas esferas conhecem seu paradeiro, mas não quiseram detê-lo.
Na entrevista diária, Gibbs afirmou nesta sexta-feira que a Casa Branca está de acordo com os comentários de Hillary e os considera perfeitamente adequados.
Segundo Gibbs, a secretária de Estado não fez mais que repetir em público comentários costumeiramente feitos aos paquistaneses em particular.

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