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 Britânico diz que ele e mulher foram sequestrados por piratas
29 de outubro de 2009 15h03 atualizado às 15h41

Casal britânico foi atacado por piratas somalis em seu iate. Foto: AP

Casal britânico foi atacado por piratas somalis em seu iate
Foto: AP

Paul Chandler, o britânico que desapareceu esta semana junto com sua mulher enquanto navegavam em seu veleiro por águas do Oceano Índico, confirmou nesta quinta-feira que estão sequestrados por piratas somalis a bordo de um cargueiro com bandeira de Cingapura.

Em entrevista à rede de televisão ITV, Chandler disse que o ataque dos piratas aconteceu na sexta-feira. "Não estava de guarda. Estava dormido quando vários homens abordaram o barco armados", disse.

Em seguida, foram obrigados a navegar rumo à Somália, segundo Chandler, que afirmou que os sequestradores ainda não pediram um resgate. "Não oficialmente, porque ficaram pedindo nosso dinheiro o tempo todo e ficaram com tudo de valor que havia a bordo", afirmou.

O britânico assegurou que falava a menos de uma milha da cidade de Ubdu, no litoral da Somália, da cabine do capitão do "Kota Wajah", uma embarcação de carga.

"Somos reféns neste barco", disse Chandler, antes de a comunicação ser cortada justamente depois que o apresentador do programa perguntou se ele e sua esposa, Rachel, estavam bem.

Segundo a agência local de notícias britânica PA, pescadores da região asseguraram que viram que o casal sendo transferido para a vila de Ceel Huur, perto de Harardhere, onde acredita-se que os piratas somalis mantêm seu quartel-general.

De acordo com as versões, um grupo de 30 homens chegou ao litoral em seis veículos de luxo para receber os piratas e os sequestrados e fizeram disparos para cima para afastar os curiosos.

Stephen Collett, cunhado do sequestrado, confirmou que era realmente a voz de Chandler, após escutar as declarações. Um porta-voz do Ministério britânico de Assuntos Exteriores afirmou que "o sequestro de pessoas não é justificável nunca. Paul e Rachel são turistas e deveriam ser libertados imediatamente e incondicionalmente".

EFE
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