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 França rejeita investigar patrimônio de 3 líderes africanos
29 de outubro de 2009 11h48 atualizado às 11h59

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O Tribunal de Apelação de Paris rejeitou nesta quinta o pedido apresentado por uma ONG para a abertura de uma investigação judicial sobre o patrimônio na França dos presidentes de Congo, Guiné Equatorial e Gabão.

Em sua decisão, o tribunal considera "inadmissível" a denúncia apresentada contra eles pela associação Transparência Internacional (TI).

Segundo a organização, o patrimônio imobiliário em território francês do presidente congolês, Denis Sassou-Nguesso; do guineano, Teodoro Obiang; e do falecido chefe de Estado gabonês, Omar Bongo; chega a um total de 160 milhões de euros, supostamente procedentes dos cofres públicos de seus respectivos países.

A sentença considera que não existem provas das acusações, em linha com o argumento da Procuradoria de Paris, que no dia 7 de maio deteve a investigação judicial aberta por uma juíza de instrução contra os presidentes africanos, por supostos crimes de desvio de fundos públicos e lavagem de dinheiro.

A juíza decana de assuntos financeiros de Paris Françoise Desset admitiu o trâmite da denúncia que a Transparência Internacional apresentou em dezembro.

A organização alegou então que não havia "dúvidas sobre o fato de que esse patrimônio não poderia ter sido construído somente com seus salários como chefes de Estado. Existem sérias presunções de desvio de fundos públicos".

Mais especificamente, os denunciantes apresentaram suas dúvidas sobre a origem de 39 propriedades e 70 contas bancárias na França, de Bongo e seus familiares.

No caso do presidente congolês, são 24 propriedades e 112 contas bancárias e, no de Obiang, há suspeitas sobre a compra de limusines no valor de 4 milhões de euros.

EFE
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