Em todo o território norte-americano, os funcionários encarregados das eleições adotaram modernos sistemas de tela de toque, como maneira de evitar que se repita o acontecido na eleição de 2000, quando problemas com as cédulas de papel usadas na eleição da Flórida levaram a uma demorada batalha de recontagem que foi parar na Corte Suprema do país.
Os céticos dizem que os funcionários podem ter simplesmente trocado os problemas de perfuração nos cartões usados como cédulas por um novo conjunto de dificuldades familiar a qualquer usuário doméstico de computadores.
"Muita gente, creio, viu o sistema como solução para os problemas que tivemos em 2000, mas constatou agora que a mudança acarreta outros problemas", disse Sean Greene, diretor de pesquisa da Electionline.org, um grupo de pesquisa sem filiação partidária.
A votação eletrônica passará pelo seu maior teste em 2 de novembro, quando um em cada três eleitores norte-americanos depositará seus votos usando sistemas como o AccuVote-TSx, da Diebold.
Os sistemas de tela de toque impedem erros de votação e podem ser utilizados por eleitores deficientes físicos, um requisito da lei eleitoral de 2002, dizem os funcionários das comissões eleitorais e outros defensores do sistema.
Mas cientistas da computação colocaram em destaque os problemas de segurança das urnas eletrônicas, em uma série de relatórios bastante divulgados, nos últimos dois anos, e quedas de sistema, cédulas com problemas de configuração e outros defeitos prejudicaram eleições em todo o país.
Sem registros em papel para verificar as votações, os funcionários não poderão determinar por que, por exemplo, 134 eleitores do condado de Broward, na Flórida, foram às urnas mas votaram em branco, numa eleição realizada em janeiro, dizem os críticos.
A controvérsia levou alguns dos Estados do país a adiar a atualização de seus sistemas até depois da eleição, mesmo que o governo norte-americano tenha reservado US$ 3,9 bilhões para esse propósito.

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