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 Polícia descarta que atentado de Milão seja obra da Jihad
13 de outubro de 2009 12h51 atualizado às 13h09

A polícia italiana descarta que o atentado de segunda-feira em um quartel militar em Milão seja obra da Jihad islâmica, mas atribuiu a uma pequena célula, da qual dois supostos colaboradores já foram presos.

Nesta terça-feira, as forças de segurança da Itália continuam a investigação dos fatos e a Mohammed Game, um cidadão líbio que na segunda-feira explodiu uma bomba de baixa intensidade no quartel militar de Santa Bárbara de Milão. O próprio Game e um soldado de 23 anos que estava de guarda ficaram feridos.

Segundo a polícia, nesta terça-feira outras duas pessoas foram presas, o egípcio Abdel Haziz Mahmoud Kol e o líbio Mohammed Imbaeya, que supostamente ajudaram Game a planejar o atentado contra o quartel milanês.

Kol, Imbaeya e Game - que se recupera de graves ferimentos causados pela deflagração do explosivo no hospital Fatebenefratelli de Milão - são acusados pelos crimes de fabricação e transporte de explosivos.

Nesta terça-feira, a polícia encontrou na casa de um dos supostos cúmplices 40 gramas de nitrato de amônia, matéria-prima para fabricação de explosivos.

O fiscal adjunto de Milão, Armando Spataro, pediu cautela na divulgação das informações sobre o atentado e negou que na apreensão policial tenham confiscado material explosivo.

Além disso, os agentes apreenderam outras substâncias químicas de interesse para a investigação do atentado, ocorrido às 8h do horário local (3h em Brasília) de segunda-feira. Game teve a mão direita amputada e passou por uma intervenção nos olhos.

EFE
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