Os manifestantes cobram as promessas do governo americano de avançar as questões dos direitos civis da comunidade lésbica, gay, bissexual e transsexual
Foto: AFP
Um senador Democrata americano disse neste domingo esperar que o presidente Barack Obama cumpra sua promessa de acabar com a discriminação contra homossexuais no Exército, mas que Obama deve fazê-lo com apoio do Pentágono.
O chefe do Comitê de Serviços Armados do Senado, Carl Levin, disse que os exércitos britânico e de outros países acabaram com a discriminação e seria um "grande progresso" para os Estados Unidos fazerem o mesmo. Mas Levin adicionou: "Tem que ser feito da maneira correta, que é com a participação dos militares, o que eu penso que agora é possível."
Os comentários foram feitos no programa "Meet the Press" da NBC, um dia após Obama renovar a promessa da campanha de 2008 de permitir que homossexuais discutam abertamente a orientação sexual no Exército, acabando com a política "Não pergunte, não conte."
A política foi transformada em lei em 1993 pelo então presidente Bill Clinton, como um concessão aos militares, que se opuseram à sua determinação de abrir as portas a homossexuais. A medida de Clinton impediu o governo de perguntar aos recrutas ou a qualquer membro do Exército se eram homossexuais, se eles não revelassem a orientação sexual.
Críticos afirmam que a presença de homossexuais assumidos no exército pode minar a moral e a disciplina. Mas outros criticam a atual política por ser injusta e de má orientação.
Hoje milhares de manifestantes pelos direitos gays protestaram na Casa Branca. Muitos carregavam bandeiras de arco-íris e placas apoiando várias causas.
Obama não estabeleceu uma agenda para a eliminação da atual política em seu pronunciamento no sábado para o Human Rights Campaign, um grupo pelos direitos gays. Mas o presidente afirmou ter contatado membros do Congresso e do Pentágono.
A aprovação de nova legislação está pendente no Congresso, e o comitê de Levin deverá ajudar a formatar o texto final. "Eu acho que ele (Obama) vai e ele quer" acabar com a política, disse Levin.

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