Notícias » Mundo » Mundo

 Obama deve ter apoio do Pentágono para gays, diz senador
11 de outubro de 2009 15h56 atualizado às 16h26

Os manifestantes cobram as promessas do governo americano de avançar as questões dos direitos civis da comunidade lésbica, gay, bissexual e .... Foto: AFP

Os manifestantes cobram as promessas do governo americano de avançar as questões dos direitos civis da comunidade lésbica, gay, bissexual e transsexual
Foto: AFP

Um senador Democrata americano disse neste domingo esperar que o presidente Barack Obama cumpra sua promessa de acabar com a discriminação contra homossexuais no Exército, mas que Obama deve fazê-lo com apoio do Pentágono.

O chefe do Comitê de Serviços Armados do Senado, Carl Levin, disse que os exércitos britânico e de outros países acabaram com a discriminação e seria um "grande progresso" para os Estados Unidos fazerem o mesmo. Mas Levin adicionou: "Tem que ser feito da maneira correta, que é com a participação dos militares, o que eu penso que agora é possível."

Os comentários foram feitos no programa "Meet the Press" da NBC, um dia após Obama renovar a promessa da campanha de 2008 de permitir que homossexuais discutam abertamente a orientação sexual no Exército, acabando com a política "Não pergunte, não conte."

A política foi transformada em lei em 1993 pelo então presidente Bill Clinton, como um concessão aos militares, que se opuseram à sua determinação de abrir as portas a homossexuais. A medida de Clinton impediu o governo de perguntar aos recrutas ou a qualquer membro do Exército se eram homossexuais, se eles não revelassem a orientação sexual.

Críticos afirmam que a presença de homossexuais assumidos no exército pode minar a moral e a disciplina. Mas outros criticam a atual política por ser injusta e de má orientação.

Hoje milhares de manifestantes pelos direitos gays protestaram na Casa Branca. Muitos carregavam bandeiras de arco-íris e placas apoiando várias causas.

Obama não estabeleceu uma agenda para a eliminação da atual política em seu pronunciamento no sábado para o Human Rights Campaign, um grupo pelos direitos gays. Mas o presidente afirmou ter contatado membros do Congresso e do Pentágono.

A aprovação de nova legislação está pendente no Congresso, e o comitê de Levin deverá ajudar a formatar o texto final. "Eu acho que ele (Obama) vai e ele quer" acabar com a política, disse Levin.

Reuters
Reuters - Reuters Limited - todos os direitos reservados. Clique aqui para limitações e restrições ao uso.