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 Rei da Jordânia diz que Oriente Médio retorna ao obscurantismo
08 de outubro de 2009 05h42

O rei da Jordânia, Abdullah II, considera que a atual situação no Oriente Médio, onde permanece estagnado o processo de paz entre israelenses e palestinos, supõe um retorno ao obscurantismo.

"Nos deslizamos de novo rumo à escuridão", assinala o monarca jordaniano em entrevista ao diário israelense "Ha''aretz" que será publicada amanhã, embora hoje se antecipou parte de seu conteúdo.

O representante da dinastia hachemita se pergunta se "Israel seguirá sendo uma fortaleza ou fará parte vizinhança. Porque se não há uma solução de dois Estados, que futuro teremos todos juntos?".

Israel e Jordânia mantêm relações diplomáticas desde 1994, convertindo-se no segundo país árabe e vizinho em carimbar a paz com o Estado judeu após Egito, em 1979.

Abdullah II diz que "entende" que os israelenses se centrem no "aqui e agora" por sua preocupação pelas ameaças a sua segurança.

"É difícil para um israelense olhar para o futuro pelo aspecto da segurança. Mas se há paz e estabilidade, então o povo poderá olhar ao futuro", diz.

Sobre o status de Jerusalém, um dos pontos-chave do conflito e foco de tensões entre israelenses e palestinos na última semana, afirma que a cidade santa desperta enormes sensibilidades.

"É importante compreender a necessidade de finalizar todas as atividades dos assentamentos e outras ações unilaterais que ameacem a identidade da cidade santa", assegura.

Jordânia, junto com os EUA, trata de diminuir as tensões dos últimos dias, cujo detonante aconteceu no passado 27 de setembro, quando um grupo de israelenses - turistas franceses segundo Israel, e extremistas judeus segundo as autoridades palestinas - acederam à Esplanada das Mesquitas.

O monarca, que analisou a questão com a Administração americana, adverte que qualquer tentativa por mudar a situação vigente na cidade desestabilizará as relações com a Jordânia, que por acordo tem uma função especial em Jerusalém.

EFE
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