A reunião também é a primeira desde o boicote anunciado pelo presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, que exige que Netanyahu suspenda a construção de colônias israelenses antes de qualquer diálogo.
No encontro, além do alívio das medidas restritivas impostas por Israel à população palestina, especialmente a empresários e a personalidades de destaque, foi debatido o fomento às exportações de carne à Cisjordânia.
Segundo fontes oficiais israelenses, foi abordada a possibilidade de um maior número de palestinos receber tratamento médico em Israel.
Por sua vez, fontes da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) classificaram o encontro como uma "reunião basicamente de sobrevivência". Além disso, disseram que "o Ministério da Economia provavelmente foi o que mais sofreu com as políticas de Israel".
"Se não tivermos permissão para que os empresários invistam, não conseguiremos criar trabalho", frisaram representantes da organização.
A OLP também minimizou a importância do encontro e o desvinculou de todo processo político com Israel: "O Governo (palestino) não dá grande importância a este encontro".
Entre as autoridades presentes, entretanto, o clima foi mais amistoso e otimista. Antes de se sentarem à mesa para conversar, os ministros israelense e palestino apertaram as mãos.
"Estou contente pelo fato de os palestinos terem entendido que o boicote ao diálogo com Israel só lhes prejudica", declarou Shalom antes da reunião.
"No passado, já disse que nosso objetivo é conseguir uma paz econômica, e esta não impede o diálogo político, mas ajuda a impulsioná-lo", acrescentou.
O conceito de "paz econômica" foi concebido por Netanyahu antes das eleições de fevereiro, como fórmula de reconciliação com os palestinos, mas estes a rejeitaram plenamente por não incluir um horizonte político claro que conduza à independência.

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