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 Celebridade, mulher de premiê japonês destoa de antecessoras
01 de setembro de 2009 12h40 atualizado às 12h43

Miyuki Hatoyama (esq.) participou ativamente da campanha do marido. Foto: AFP

Miyuki Hatoyama (esq.) participou ativamente da campanha do marido
Foto: AFP

Tradicionalmente, as primeiras-damas japonesas não aparecem muito em público, preferindo assumir o papel de dona de casa. Não será o caso de Miyuki Hatoyama, 66 anos, mulher do próximo premiê do Japão, Yukio Hatoyama. Ex-integrante de um grupo musical, escritora de livros de autoajuda e presença constante em programas de TV, ela parece pronta para assumir um papel destoante em um país onde apenas 9% dos deputados são mulheres.

"Eu sou alguém que quer tentar fazer de tudo um pouco", disse, ao descrever-se como uma pessoa "cheia de curiosidade", em uma recente entrevista a uma TV japonesa. A declaração de Miyuki é um resumo de sua atuação em várias áreas. Ela é presença constante em programas de culinária na TV, gosta de produzir vasos de cerâmica e já foi vista vestindo uma saia produzida de sacos de café comprados no Havaí. Nos últimos anos, foi presença constante na lista de livros mais vendidos.

Obras de autoajuda e de culinária macrobiótica são a especialidade da futura primeira-dama: Achei a Bengala Mágica - Um Presente dos Anjos, Bem-vindo à Casa de Hatoyama e Como Criar os Filhos com Felicidade, Comida Feita com Amor, Culinária Espiritual e Bem-vindos ao Restaurante Hatoyama são alguns dos livros de autoria de Miyuki, segundo o jornal Folha de S.Paulo. O marido aprova o comportamento cheio de energia da mulher.

"Eu me sinto aliviado quando chego em casa", disse o líder japonês. Segundo ele, Miyuki enche ele de energia. Yukio Hatoyama, 62 anos, será eleito líder do governo japonês pela Casa de Representantes após a constituição dessa câmara, na terceira semana de setembro, por volta do dia 15. À frente do Partido Democrático (PD), Hatoyama conquistou a maioria absoluta nas eleições de domingo, impondo uma derrota histórica ao Partido Liberal-Democrata (PLD).

Com agências internacionais

Redação Terra